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Cuiabá, 29 de Maio de 2026
29 de Maio de 2026

29 de Maio de 2026, 16h:55 - A | A

POLÍTICA / TCE VAI AUDITAR

Sérgio Ricardo aponta milhões jogados fora com livros de informática e educação financeira que não serão utilizados em Cuiabá

Presidente do TCE vistoriou almoxarifado da Secretaria de Educação junto com o prefeito Abilio e criticou compra de materiais de informática e educação financeira incompatíveis com a rede municipal

LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, destacou os milhões gastos pela Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá com livros que não serão utilizados, como os materiais destinados às aulas de informática. O problema é que nenhuma unidade da rede municipal possui laboratório de informática.

“Olha só, livro de informática onde não tem sala para informática, esses livros são totalmente desnecessários, eles foram pagos, milhões foram pagos e eu vou verificar, o tribunal de conta vai verificar isso em todas as prefeituras e na Seduc”, declarou o conselheiro.

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Na manhã de hoje (29), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), esteve ao lado do presidente da Corte de Contas no almoxarifado da Educação para verificar a quantidade de livros adquiridos durante a gestão do ex-secretário de Educação Amauri Monge que, segundo a prefeitura, não são compatíveis com a grade curricular do município e permanecem encalhados nos depósitos.

Entre os exemplares apontados como inadequados estão os de Educação Financeira, disciplina que não é ofertada pela rede municipal, além dos livros de informática. Apenas em relação aos materiais de finanças, havia ao menos 16 caixas armazenadas no almoxarifado, sem contar outros exemplares já distribuídos às escolas, mas sem utilização.

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“Ocorre falta de planejamento e desonestidade em quem compra algo que não precisa e joga dinheiro fora. Não estou apontando ninguém, eu estou apontando dizendo que há desonestidade na ação”, frisou o presidente.

Foi o próprio prefeito Abilio quem levou as supostas irregularidades ao conhecimento do TCE. Segundo ele, o ex-secretário teria destinado cerca de R$ 21 milhões para a compra de materiais didáticos, enquanto escolas e a rede municipal enfrentavam demandas em áreas como infraestrutura, limpeza e alimentação.

Na quinta-feira (28), Amauri Monge esteve na Câmara Municipal de Cuiabá e rebateu as acusações feitas pelo prefeito. Em entrevista coletiva, ele negou a existência de fraudes e também a celebração de qualquer contrato no valor de R$ 70 milhões para aquisição de livros. 

Tal situação, além de passar agora pelo crivo do TCE, deve também render investigação na Câmara de Cuiabá com a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Veja vídeo:

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