VANESSA MORENO
LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, visitaram o almoxarifado da Educação Municipal na manhã de hoje (29) e constataram que o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, comprou livros em excesso antes de priorizar demandas básicas como transporte escolar, alimentação e higiene nas escolas.
Entre os materiais adquiridos estão livros produzidos por Inteligência Artificial (IA), com erros de português e conteúdos de disciplinas que não existem na rede municipal de ensino de Cuiabá, como educação financeira e informática.
Somente de livros de educação financeira foram adquiridos 12 pallets, com cerca de 16.800 exemplares.
“Esses milhares de livros foram pagos antes que fossem pagas outras prioridades da Prefeitura de Cuiabá. Preferiu-se pagar essas toneladas de livros antes de se pagar prioridades”, disse Sérgio Ricardo.
Conforme informado pelo prefeito, há suspeita de irregularidades na aquisição, que pode ter custado cerca de R$ 70 milhões. Desse valor, R$ 21 milhões foram pagos antecipadamente.
Após a constatação das possíveis irregularidades, Sérgio Ricardo informou que o TCE vai realizar uma auditoria na Secretaria Municipal de Educação para apurar a qualidade, a necessidade e o custo total dos materiais.
Segundo o conselheiro, as compras de materiais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) também passarão por auditoria, já que, antes de assumir a pasta municipal, Amauri Monge atuou como secretário-adjunto executivo da Seduc entre 2020 e 2025.
Na quinta-feira (28), Amauri Monge esteve na Câmara Municipal de Cuiabá e negou a existência de fraudes e de qualquer contrato no valor de R$ 70 milhões para a compra de livros.
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