VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
Após o senador e pré-candidato a governador Wellington Fagundes (PL) criticar as obras na MT-170, antiga BR-174, na região noroeste de Mato Grosso, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu, afirmando que, enquanto a rodovia esteve sob responsabilidade do Governo Federal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) gastou muito dinheiro público apenas para patrolar a estrada.
Segundo Pivetta, os recursos eram liberados todos os anos por mais de uma década.
“O DNIT liberava todos os anos grandes montas de recursos para patrolar essa estrada. Isso aconteceu durante mais de 10 anos. Isso virou um negócio. Todo ano liberada, tinha lá as empresas que faziam a manutenção e uma grana preta pra fazer manutenção, dava uma patroladinha”, afirmou.
Para o governador, o montante gasto com patrolamento na rodovia é “altamente questionável”.
“É uma maneira muito legal de gastar dinheiro público, agora a qualidade desse gasto é altamente questionável”, disse.
A antiga BR-174, que hoje é a MT-170, liga os municípios de Castanheira e Colniza e era conhecida pelos atoleiros. Com a estadualização da estrada, parte da rodovia já foi asfaltada. Contudo, a qualidade das obras de pavimentação passou a ser questionada.
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À imprensa, Pivetta esclareceu que, com a estadualização da rodovia, em 2022, o Governo do Estado assumiu um compromisso que era do Governo Federal e manteve os mesmos projetos, a mesma licitação e as mesmas contratações das empreiteiras.
Ele afirmou que, se o serviço foi executado de forma inadequada, a responsabilidade é das empresas, que serão cobradas.
“Pegamos os projetos que eram do DNIT, os mesmos projetos, a mesma licitação e damos a liberdade através de uma contratação integral, as empreiteiras, portanto, tiveram a oportunidade e o dever de fazer os projetos e executar os projetos”, explicou.
“Se executaram o projeto errado, problema deles. Nós vamos cobrar o que eles tinham que entregar e não entregaram”, acrescentou.
Na última terça-feira (26), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que mantém procedimento aberto para rescindir o contrato com as empresas MT Sul e Agrimat, responsáveis pela execução das obras de pavimentação, por não terem atendido ao que estava previsto nos projetos.
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