VANESSA MORENO
LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
Após as suspeitas de irregularidades na compra de livros em Cuiabá, o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que vai realizar auditoria em todas as aquisições de materiais feitas pelas secretarias de Educação do município e do Estado.
Isso porque o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que está no centro da polêmica envolvendo a compra dos materiais, também atuou como secretário-adjunto executivo da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) entre 2020 e 2025.
“Nós vamos fazer uma auditoria em todas as aquisições da Secretaria de Educação do município e da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso”, informou o conselheiro.
Segundo Sérgio Ricardo, a auditoria vai avaliar a qualidade, a necessidade e o custo dos materiais adquiridos.
“Nesse material, livros que foram adquiridos ao longo desses tempos todos aí, vamos definir o período para ver a qualidade do material, a necessidade do material, o custo do material”, disse.
As suspeitas de irregularidades na compra de livros para a rede municipal de ensino de Cuiabá foram reveladas pelo próprio prefeito Abilio Brunini (PL). De acordo com ele, a aquisição dos materiais pode custar cerca de R$ 70 milhões.
Desse valor, R$ 21 milhões teriam sido pagos de forma antecipada. O restante do pagamento foi suspenso após o surgimento das suspeitas.
O gasto com os materiais pode ter ocorrido entre 2025 e 2026, durante a gestão de Amauri Monge. O ex-secretário, por outro lado, nega a existência de fraudes e de qualquer contrato no valor de R$ 70 milhões para a compra de livros.
Entre os materiais adquiridos estão livros produzidos por Inteligência Artificial (IA), com erros de português e conteúdos de disciplinas que não existem na rede municipal de ensino de Cuiabá, como educação financeira e informática.
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