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01 de Setembro de 2016, 07h:50 - A | A

POLÍTICA / EFEITO IMPEACHMENT

Para analistas bancada MT terá 'racha', mas Estado será beneficiado

O cenário pode ser favorável para Mato Grosso, pois com o impeachment além de efetivar o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) no cargo ainda pode fazer com que o governador Pedro Taques (PSDB) tenha uma melhor interlocução com o presidente.

Reprodução

Analistas João Edisom e Onofre Ribeiro preveem boa relação do Estado com governo Temer.

Analistas João Edisom e Onofre Ribeiro preveem boa relação do Estado com governo Temer.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



A previsão dos analistas políticos de Mato Grosso, Onofre Ribeiro João Edisom, dinate da manutenção dos direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), conforme aprovado pelo Senado, na tarde desta quarta-feira (31), é de um possível "racha" da bancada mato-grossense, à gestão do novo presidente Michel Temer (PMDB). A mudança ocorreia por desacordo do benefício cedido à petista, através de um acordo entre o PT e o PMDB.

“Daqui para frente possivelmente não existirá só a oposição. Agora existirá além da oposição, o grupo de sustentação que será dividido em dois. Os que foram contra a manutenção dos direitos políticos e os que foram a favor”, disse o professor e analista João Edisom.

“Daqui para frente possivelmente não existirá só a oposição. Agora existirá além da oposição, o grupo de sustentação que será dividido em dois. Os que foram contra a manutenção dos direitos políticos e os que foram a favor”, disse o professor e analista João Edisom.

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Para Edisom essa alteração deve refletir de forma negativa no governo Temer, pois com três blocos no Congresso Nacional haveria instabilidade na base aliada.

"O novo presidente ganhou o governo, mas não tem mais força sobre a base”, explica o professor.

 “A primeira parte da votação, que definiu a saída de Dilma foi tudo normal. Mas a segunda etapa trouxe um complicador. Ao invés de ter dois blocos vai ter três blocos lá dentro e nós precisamos ver quais da bancada estarão de qual lado. Pois ao abrir espaço para que fosse decidido sobre os direitos políticos dela, Temer dividiu o Congresso, criando assim a ala dos que foram ‘forçados’ a votar no impeachment, mas queriam se redimir. Com isso o novo presidente ganhou o governo, mas não tem mais força sobre a base”, explica o professor.  

Apesar do "racha", João Edisom pontua que o cenário pode ser favorável para Mato Grosso, pois com o impeachment além de efetivar o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) no cargo ainda pode fazer com que o governador Pedro Taques (PSDB) tenha uma melhor interlocução com o presidente. Para o analista, a tendência é que o PSDB se aproxime do Governo Federal. “Nós estamos em crise nacional e a tendência é que sempre seja tirado de onde tem mais recursos. Mato Grosso é um grande arrecadador e isso fará com que Temer abra diálogo com o PSDB do Estado”, completou. 

“Nós estamos em crise nacional e a tendência é que sempre seja tirado de onde tem mais recursos. Mato Grosso é um grande arrecadador e isso fará com que Temer abra diálogo com o PSDB do Estado”, completou.

Questionado pelo , o jornalista e analista político Onofre Ribeiro, também apresentou a mesma linha de pensamento quanto á divisão da base, embora não acredite que irá ocorrer nos próximos dias e nem que isso possa afetar de forma negativa Mato Grosso. Para ele, a manutenção dos direitos políticos da petista foi uma “espécie de compensação moral”, por ela sempre ter dito em sua defesa que isso seria um golpe.

“O Cidinho e o Wellington votaram no impeachment, mas não votaram na cassação dos direitos dela e isso não irá interferir", pontuou Onofre.

“O motivo que se preservou os direitos políticos dela é porque ela bateu sempre na tecla que isso seria golpe, querendo

jogar a culpa no Congresso Nacional, por não ter praticado crime de responsabilidade. O Congresso deu uma resposta. Na prática, ele cassou a Presidência, mas manteve os direitos”, disse Ribeiro.

Ele citou, por exemplo, os votos dos senadores Cidinho Santos (PR) e Wellington Fagundes (PR) que foram a favor da manutenção dos direitos políticos.

“O Cidinho e o Wellington votaram no impeachment, mas não votaram na cassação dos direitos dela e isso não irá interferir. Eles devem ajudar o Estado como sempre ajudaram sem o menor problema de sofrer interferência de quem votou pela perda dos direitos”, frisou.      

 

 

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