DO REPÓRTERMT
Um grupo de 33 senadores da direita selou, nesta quarta-feira (4), apoio à candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. A articulação reuniu parlamentares do Partido Liberal, União Brasil e Novo, além de outras lideranças partidárias. De Mato Grosso, apenas o primeiro suplente Odílio Balbinotti (PL), representando o senador eleito José Medeiros (PL), e o senador Wellington Fagundes (PL) participaram do encontro.
Em entrevista ao site ReporterMT, Balbinotti destacou que a reunião contou tanto com parlamentares eleitos neste pleito quanto com senadores que já exercem mandato.
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Segundo ele, durante o encontro, Rogério Marinho fez um discurso no qual ratificou os compromissos assumidos com os parlamentares eleitos da direita durante o período eleitoral.
Questionado sobre uma possível composição com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que poderia apoiar Marinho em troca da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Balbinotti afirmou que o assunto não foi discutido na reunião.
Apesar disso, ele afirmou que Marinho reconheceu a legitimidade de uma eventual candidatura da parlamentar, a quem classificou como uma “amiga de batalha”. Ele também afirmou que a composição da chapa ainda não está definida e que as articulações devem continuar até o registro da candidatura.
“Ela (Tereza) tem uma candidatura posta pelo seu grande trabalho que vem desempenhando. Mas a composição da chapa ainda não está fechada, eles vão conversar muito. Vale lembrar que ainda temos que conquistar mais senadores para o grupo, já que não temos a maioria do Senado”, comentou Balbinotti.
Por fim, Odílio lembrou que participou da reunião porque Medeiros, está em viagem internacional representando o Congresso Nacional.
CONTRAPONTO
Tereza Cristina já declarou que pretende se apresentar como uma terceira via na disputa e que buscará votos entre todos os senadores, inclusive do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalha nos bastidores para conquistar apoio à reeleição.
A senadora afirmou que vai conversar com os 80 integrantes do Senado antes de decidir se lançará oficialmente sua candidatura ou se apoiará outro nome.
Enquanto isso, Alcolumbre articula sua permanência no comando da Casa e tenta atrair inclusive parlamentares da direita. Nos bastidores, ele estaria sinalizando disposição para colocar em votação pautas defendidas pelos parlamentares da direita, entre elas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A eleição para a presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
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