Karine Arruda/RepórterMT

Vereador Ilde Taques afirma que Cuiabá poderá perder R$ 300 milhões em repasses federais em 2027
VANESSA MORENO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Ilde Taques (Podemos), afirmou nesta terça-feira (3) que o prefeito Abilio Brunini (PL) está preocupado com a possibilidade de redução dos repasses de recursos federais para a capital em 2027, após a reeleição do presidente Lula da Silva (PT) para mais quatro anos de mandato.
Segundo o vereador, a estimativa é de Cuiabá receba aproximadamente R$ 300 milhões a menos da União.
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“Tem uma preocupação sobre a vida financeira do município a partir do ano que vem. Ainda mais com a vitória do Lula, vai ter alguns enxugamentos aí que o prefeito Abilio está preocupado”, disse.
“Ele tem preocupação de alguns cortes de verbas federais do Governo Lula. Ele estima aí em torno de R$ 300 milhões de cortes só para Cuiabá”, acrescentou.
Ainda segundo Ilde Taques, a redução dos recursos enviados pela União poderá comprometer o planejamento financeiro do município e dificultar a destinação de emendas parlamentares para áreas essenciais, como saúde e educação.
“Quando um vereador coloca emenda, investimento para a saúde, para a educação, para alguns setores, ele tem preocupação de o município não conseguir cumprir”, afirmou.
Recentemente, Abilio Brunini já havia feito um alerta a prefeitos de Mato Grosso e de outras regiões do país sobre as perspectivas econômicas para os próximos anos.
Na avaliação do prefeito, 2027 será um período de grandes dificuldades financeiras para os municípios, diante da possível redução dos repasses federais.
O prefeito também criticou o aumento das despesas permanentes do Governo Federal e demonstrou preocupação com a capacidade de manutenção dos compromissos financeiros da União.
No dia seguinte à reeleição de Lula, o governo federal confirmou o remanejamento de aproximadamente R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027.
De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), o ajuste foi necessário para acomodar despesas relacionadas a medidas anunciadas pelo governo nas semanas que antecederam o segundo turno, entre elas o reajuste de 15% no Bolsa Família, a ampliação do Pé-de-Meia para universitários, o Desenrola 3.0 e o Pix MEI.
“[O ano de] 2027 promete ser um ano economicamente muito difícil. Aos municípios, eu faço um alerta: cuidado com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O município aumenta a receita própria, mas, se diminui o repasse do Governo Federal, fica no zero a zero. A maioria faz projeção de gastos com folha confiando num crescimento e depois vem a frustração de receita. Eu vi isso acontecer no mandato do Lula no passado, com prefeitos reclamando da falta de repasses”, comentou Abilio anteriormente.
Abilio também afirmou que a Prefeitura de Cuiabá já enfrenta dificuldades com a redução de transferências federais. Segundo ele, mesmo com o crescimento de R$ 67 milhões na arrecadação própria do município e a concessão de 4,5% de Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores, a frustração de R$ 100 milhões nos repasses da União consumiu a margem financeira da administração.
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