Prefeitura de Cuiabá

Três filhotes encontrados mortos em uma estrutura do Centro de Zoonoses de Cuiabá, haviam sido diagnosticados com cinomose.
DO REPÓRTERMT
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 16ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, pediu o bloqueio imediato de R$ 15 milhões das contas da Prefeitura de Cuiabá. A medida busca garantir a execução de ações emergenciais de proteção e cuidado dos animais do abrigo municipal.
Na petição protocolada hoje (29), o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel aponta que o colapso e o sucateamento do Canil Municipal são problemas estruturais acumulados e herdados desde 2016, da gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que descumpriu sucessivamente o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o órgão ministerial.
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O promotor ressaltou que as irregularidades no abrigo de animais não são episódios isolados, mas fruto de anos de descaso da gestão passada. O Ministério Público questionou uma vistoria realizada em abril deste ano pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam), alegando que o local foi "preparado" pela administração para mascarar os problemas, incluindo o descarte pressuroso de medicamentos vencidos no mesmo dia da inspeção.
A gravidade do quadro herdado na unidade voltou a ser confirmada no último dia 27 de julho, quando a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram diligências no local após denúncias de maus-tratos. As equipes constataram que animais morreram na unidade devido ao calor excessivo, falta de ventilação e falhas no abastecimento de água.
O MPMT solicitou à Justiça o bloqueio judicial de R$ 15 milhões das contas do município para garantir as obras necessárias. A Prefeitura tem prazo de 10 dias para prestar esclarecimentos sobre os óbitos de animais, índices de mortalidade e medicamentos vencidos. Além disso, deve apresentar um plano detalhado para o cumprimento integral do TAC do bem-estar animal.
SURTO DE CINOMOSE
A Prefeitura Municipal de Cuiabá já havia anunciado nessa terça-feira (28) que passará por uma reestruturação nas políticas de atenção à saúde animal com a transferência da sede do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para um novo endereço, distante da unidade de Bem-Estar Animal (BEA). Com a mudança, o espaço atual da Zoonoses passará por reformas para ser transformado no Complexo de Bem-Estar Animal, ampliando a capacidade de acolhimento e atendimento do município.
A medida foi anunciada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) durante reunião no Palácio Alencastro com representantes da causa animal. A medida foi anunciada após o registro de um surto de cinomose na estrutura municipal.
De acordo com Abilio, a separação física entre as duas unidades é indispensável para conter a disseminação de doenças infectocontagiosas e adequar o manejo aos protocolos sanitários.
"Aquele local vai passar por uma reforma e adequações para que, no futuro, possa ser utilizado como área de expansão do Bem-Estar Animal, que também já atingiu sua capacidade máxima", afirmou o prefeito.
Com a migração do Centro de Controle de Zoonoses para uma área isolada, o local funcionará exclusivamente para o controle de zoonoses e tratamento de patologias transmissíveis. A unidade do Bem-Estar Animal continuará operando no endereço atual, de fácil acesso à população, aproveitando a área do antigo CCZ para expansão.
MORTE DE CÃES
A reestruturação do espaço ocorre de forma paralela ao tratamento dos cães acometidos pela cinomose. Dos 13 animais isolados emergencialmente no início do surto, três não resistiram às complicações e morreram.
Os 11 cães sobreviventes, sendo dois adultos e nove filhotes, foram transferidos para clínicas veterinárias credenciadas pela Prefeitura de Cuiabá, onde seguem sob cuidados intensivos em estado considerado grave.
O galpão utilizado para o isolamento temporário dos animais teve a energia elétrica restabelecida e encontra-se totalmente desocupado. O caso segue sob investigação das autoridades competentes e o Município informou que divulgará boletins periódicos sobre a evolução clínica dos cães atingidos.













Site do abilio 29/07/2026
A Justiça de Mato Grosso extinguiu o processo movido contra o senador Carlos Fávaro (PSD-MT) por supostas irregularidades trabalhistas em uma pesquisa de opinião, comprovando que o parlamentar foi vítima de uma falsa acusação. Em decisão proferida pela 4ª Vara Cível de Cuiabá nesta terça (28/7), a juíza Ana Cristina Silva Mendes reconheceu a total ausência de ligação de Fávaro com o caso e determinou a exclusão imediata do seu nome da ação. Além de retirar o senador do processo, a magistrada impôs uma derrota à autora da ação infundada. Ela foi condenada a pagar os honorários advocatícios da defesa de Fávaro, fixados em 10% sobre o valor da causa (que era de R$ 65.640,00). A decisão judicial deixa claro que acusações irresponsáveis, feitas sem provas para à honra de figuras públicas, têm consequências na Justiça
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