ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A visita da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia a Cuiabá hoje (13), durante abertura da Semana do Conhecimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), foi marcada por um ato político no palco do Teatro Universitário.
Ao lado da reitora da UFMT, Marluce, a ministra assistiu ao encerramento da apresentação do grupo musical Mulheres da Terra do Sol, que puxou um coro com gritos de "viva Lula, viva a ciência, viva a educação e viva a ministra Cármen Lúcia".
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A manifestação ocorreu durante a solenidade onde Carmem Lúcia foi convidada para proferir a conferência magna com o tema "Ciência e Democracia: caminhos para a equidade".
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Apesar do peso institucional da visita da magistrada em meio ao momento de instabilidade no Judiciário, os jornalistas presentes não tiveram espaço para perguntas. A participação da imprensa foi restrita a um pronunciamento oficial, sem coletiva ou qualquer oportunidade para indagações sobre a crise no STF.
Em sua fala, Cármen Lúcia defendeu a liberdade de expressão e de imprensa, lembrando sua atuação passada em defesa de jornalistas. Contudo, evitou abordar os escândalos recentes que sacodem o Supremo.
Cármen Lúcia foi indicada ao Supremo Tribunal Federal em maio de 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tomando posse em junho daquele ano para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Nelson Jobim.
Jurista, procuradora do Estado de Minas Gerais e professora de Direito Constitucional, a ministra recebeu a primeira Láurea Ordem Universitária do Brasão da UFMT. A honraria, criada em 1995, foi aprovada pelo Conselho Universitário (Consuni) após proposta da reitoria para reconhecer a trajetória da magistrada e sua atuação em defesa da democracia.
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