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12 de Setembro de 2016, 12h:00 - A | A

POLÍTICA / DUODÉCIMO ATRASADO

Governo firma TAC que prevê pagamento de repasse em 7 vezes

Pelo acordo será quitado 50% dos valores devidos até o dia 30 de novembro deste ano. O restante deve ser dividido em seis parcelas iguais, que deverão ser pagas a partir do mês de janeiro de 2017 até junho do mesmo ano.

Assessoria

O TAC foi assinado na manhã desta segunda-feira (12).

O TAC foi assinado na manhã desta segunda-feira (12).

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para o parcelamento, em sete vezes, do repasse em atraso do duodécimo foi assinado entre o chefe do Executivo e os titulares dos Poderes Constituídos na manhã desta segunda-feira (12).

Pelo acordo será quitado 50% dos valores devidos até o dia 30 de novembro deste ano. O restante deve ser dividido em seis parcelas iguais, que deverão ser pagas a partir do mês de janeiro de 2017 até junho do mesmo ano.

 

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Pelo acordo será quitado 50% dos valores devidos até o dia 30 de novembro  deste ano. O restante deve ser dividido em seis parcelas iguais, que deverão ser pagas a partir do mês de janeiro de 2017 até junho do mesmo ano. O total em atraso para todos os poderes e instituições autônomas é de mais de R$ 298 milhões. 

Durante o encontro, ocorrido na sede do Ministério Público Estadual (MPE), o governador Pedro Taques (PSDB) frisou que não existe dinheiro em caixa e não descartou que novos atrasos possam ocorrer. O tucano asseverou que a liberação do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), na ordem de aproximadamente R$ 450 milhões, é fundamental para o equilíbrio das contas públicas e para o pagamento do montante devido.

“Eu já havia dito que nós iríamos passar por esse período, pois essa é a época do ano mais difícil. Estou indo para Brasília para participar de uma reunião com demais governadores e o presidente da República, Michel Temer (PMDB), no sentido cobrar o FEX. Esse dinheiro é fundamental nesse momento de crise”, disse o governador.

Taques ainda aproveitou para alfinetar novamente a gestão passada quanto à condução das contas públicas. “Infelizmente nós chegamos a esse ponto porque a gestão passada não fez a sua parte. Tivemos crescimento de receita sim em 6%. Mas tivemos aumento de gastos com pessoal de 15%, graças a leis aprovadas pela administração passada”, justificou.

O governador ainda disse que o repasse da União para o Estado tem diminuído gradativamente nos últimos anos por conta da crise financeira, que o país vem atravessando. Além disso, o tucano ainda argumentou que várias medidas já foram tomadas como corte de gastos e acentuando a cobrança sobre dívidas pendentes que pessoas tem junto ao Estado.  

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