RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O depoimento do ex-secretário-adjunto de Infraestrutura da Secopa, Marcelo Oliveira, mais conhecido como Marcelo Padeiro, não agradou aos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras Copa da Assembleia Legislativa, que participaram da oitiva na manhã desta terça-feira (24). As respostas do ex-adjunto em sua maioria, foram vagas e cheias de negações diante das responsabilidades sobre as irregularidades nos projetos do Mundial de 2014. A sessão acorreu no auditório Milton Figueiredo e durou cerca de quatro horas e meia.
Marcelo Oliveira confirmou a redução do viaduto da UFMT, na Avenida Fernando Correa da Costa, realmente aconteceu. Porém não soube explicar o quanto realmente teria sido reduzido.
O ex-secretário deixou a Secopa em 2012 para assumir a secretaria de Obras do município de Cuiabá, após convite do prefeito Mauro Mendes (PSB). Ele foi um dos responsáveis pelo processo de construção da Arena Pantanal e dezenas de obras de mobilidade urbana que preparava Cuiabá para Copa do Mundo.
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Em relação à obra da Arena Pantanal, o ex-secretário garantiu que durante a sua gestão não havia irregularidades na contrução, que seguia o cronograma correto, que antes passava por uma auditoria instalada dentro da própria Secopa.
Durante a sabatina dos deputados, Marcelo Oliveira confirmou a redução do viaduto da UFMT, na Avenida Fernando Correa da Costa, realmente aconteceu. Porém não soube explicar o quanto realmente teria sido reduzido. O ex-diretor de Infraestrutura da extinta Agecopa, Carlos Brito, já havia revelado que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) mandou diminuir cerca de 80 metros do viaduto da UFMT por falta de recursos.
"Ele nos informou que começou em 2010 os trabalhos na Secopa e ficou até 2014. Antes disso ele disse que os projetos saíram em 2009, então ele está se isentando de qualquer responsabilidade no período anterior aos projetos", reclamou Wagner Ramos.
O assunto foi uma das poucas respostas conclusivas de Oliveira, que saiu criticado pelo deputado estadual Wagner Ramos (PR). “O que nos preocupa é o seguinte. Nós perguntamos quando começou as atividades dele, e nos informou que começou em 2010 os trabalhos na Secopa e ficou até 2014. Antes disso ele disse que os projetos saíram em 2009, então ele está se isentando de qualquer responsabilidade no período anterior aos projetos. Então vir aqui falar que não sabe, não viu nada, não sei de nada essa informação é muito fácil de fazer”, questionou o republicano.
Mesmo diante da alegação do ex-secretário-adjunto da Copa de que não viu superfaturamento em obras, o membro da comissão rebate. “Se o senhor pegou uma planilha, fiscalizou e depois soube que ali houve sobrepreço porque não responder a verdade? Ai as pessoas acabam se isentando das respostas, mas nós estamos investigando e vamos chegar a um denominador comum. A CPI está muito boa”, diz Wagner Ramos ao rebater as respostas vagas do Oliveira.
Mesmo assim, o deputado acredita que todos os depoimentos não tiveram declarações mentirosas, se aconteceu os investigados serão punidos. “Mentir para CPI? Aí não, né! Nós iremos responsabilizar as pessoas que estiverem faltando com a verdade. Eu acredito que houve muitas verdades, mas houve também omissões”, informa.









