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Cuiabá, 29 de Maio de 2026
29 de Maio de 2026

02 de Fevereiro de 2026, 19h:17 - A | A

POLÍTICA / NOTA DE REPÚDIO

Apromat defende legalidade de acordo com a Oi e acusa Pedro Taques de distorcer fatos

Associação dos Procuradores reage a questionamentos sobre negociação bilionária.

DO REPÓRTERMT



A Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso (Apromat) emitiu uma nota de repúdio HOJE (2) contra as contestações do ex-procurador da Repúblico e ex-governador Pedro Taques (PSB) a respeito do acordo firmado entre o Governo do Estado e a operadora Oi.

Para a entidade, as críticas ao pacto jurídico são fruto de "má-fé processual" ou "incompetência", uma vez que a negociação teria seguido todos os ritos legais e garantido a economia de recursos públicos.

Taques sustenta que a ação da Oi estaria fora do prazo legal, mas a Apromat detalha que o prazo para a rescisória sequer teria começado a contar plenamente, devido a temas tributários que ainda pendiam de decisão no Supremo Tribunal Federal (STF) até o final de 2025.

Preservação do erário e fim do sigilo

Segundo a nota, o acordo não foi uma concessão tributária comum, mas a solução para uma cobrança de ICMS declarada inconstitucional pelo STF. A Apromat destaca que o Estado havia utilizado valores da empresa de forma antecipada e precária em 2010, e que a manutenção do litígio poderia resultar em bloqueios judiciais muito superiores aos valores acordados.

"A afirmação de que a rescisódia proposta pela OI foi realizada fora do prazo é uma má-fé processual ou incompetência jurídica, fruto de distorção proposital dos fatos e informações com o intuito de enganar o juízo e a população", afirma a presidente da Apromat, Caroline de Vargas Tomelero.

Sobre o sigilo, a entidade reforça que é uma regra de governança para processos em fase de consenso, e não uma tentativa de ocultar informações dos órgãos de controle.

Mendes ataca "gincana jurídica" e defende a PGE

O governador Mauro Mendes (União Brasil) também saiu em defesa do acordo e da atuação dos procuradores do Estado. Durante a abertura do ano legislativo nesta segunda-feira (2), Mendes classificou a investida de Pedro Taques como uma tentativa de ganhar visibilidade política às vésperas da eleição.

"O Pedro Taques está mentindo e usando de má-fé processual. Ele está motivado, seguramente, por interesses eleitorais. A PGE está muito segura de tudo que ela fez, é absolutamente legal", declarou o governador.

Mendes subiu o tom ao mencionar que Taques estaria agindo por "inveja" e "maldade" após derrotas eleitorais consecutivas. O governador reforçou que a ação popular movida pelo antecessor não possui "lastro na realidade" e serve apenas como uma estratégia de promoção pessoal para desgastar a imagem da gestão estadual perante a população.

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