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13 de Outubro de 2026

20 de Agosto de 2025, 08h:49 - A | A

POLÍCIA / RECURSO NEGADO

STJ cita periculosidade e mantém prisão de tesoureiro de facção

Paulo Witer Farias Paelo está preso desde 2024, na PCE, em Cuiabá

Montagem/RepórterMT

Paulo Witer Farias Paelo, tesoureiro de uma facção criminosa, está preso na PCE

Paulo Witer Farias Paelo, tesoureiro de uma facção criminosa, está preso na PCE

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Cini Marchionatti, negou um recurso e manteve a prisão preventiva de Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT, apontado como tesoureiro de uma facção criminosa. Para o ministro, a prisão garante a ordem pública, diante da gravidade dos crimes cometidos pelo réu, que é acusado de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.

“Observa-se que a prisão preventiva encontra-se fundamentada na garantia da ordem pública, considerando a gravidade das condutas (organização criminosa e lavagem de dinheiro), bem como em razão da periculosidade do ora recorrente, o qual foi apontado como membro da fação criminosa”, diz trecho da decisão proferida no último domingo (17).

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A decisão que decretou a prisão de WT foi proferida em novembro de 2024 e apontou que possuem indícios suficientes de que réu cometeu os crimes.

Além disso, foi destacado ainda o grau de periculosidade dele, que possui antecedentes criminais e já foi alvo de diversas operações policiais, sendo reconhecido como membro da facção “que é conhecida por liderar o tráfico de drogas e por se estabelecer em comunidades onde impõem suas vontades através dos crimes, mantendo a população refém, utilizando métodos de tortura, tanto psicológica quanto física para aterrorizar os cidadãos, além de se aproveitarem das dificuldades da população para conquistá-los por meio de "ajuda" com ações sociais fraudulentas, cujo único propósito é acalmar a sociedade e lavar o dinheiro ilícito da organização”.

WT tinha um time de futebol amador, promovia eventos e agia com assistencialismo distribuindo cestas básicas para a comunidade. Ele também é apontado como homem de confiança de Sandro Silva Rabelo, conhecido como Sandro Louco e denominado “líder supremo” da facção.

LEIA MAIS: Juíza cita condenações e relação com Sandro Louco e nega soltar WT

Investigações apontam também que Paulo Witer movimentou mais de R$65 milhões provenientes do tráfico de drogas em apenas dois anos. 

A defesa do réu tentou converter a prisão preventiva em medidas cautelares, alegando ausência de indícios de autoria do crime, de requisitos para a prisão e ainda que a prisão é uma ofensa ao princípio constitucional da presunção de inocência.

O ministro, por outro lado, rejeitou as alegações e ressaltou a necessidade de interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organizações criminosas.

Carlos Cini Marchionatti sustentou ainda que qualquer medida cautelar diversa à prisão é inaplicável, pois a gravidade dos crimes cometidos por WT evidencia que providências menos gravosas são insuficientes neste caso. 

Paulo Witer foi alvo das operações Red Money, Apito Final e Fair Play e já havia sido submetido a outros mandados de prisão preventiva antes deste que ele tenta reverter no STJ. Ele está preso desde o dia 29 de março de 2024, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

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