LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO
O deputado e coronel da Polícia Militar, Pery Taborelli (PSC), não descarta que a causa do atentado sofrido por ele e pela sua família, na última terça-feira (05) pode ser política. Em entrevista coletiva cedida nesta quarta-feira (06), o parlamentar frisou que apesar desta ação e de uma tentativa de assalto ocorrida recentemente ele não pensa em desistir de sua candidatura à Prefeitura de Várzea Grande. Segundo ele as ocorrências só aumentaram seu interesse em buscar o comando do Paço Couto Magalhães.
"Eu nunca retraí por questões de ameaças nos trabalhos pró-sociedade, não é agora que eu vou voltar atrás na defesa da sociedade, muito pelo contrário. A partir de agora, nós atuaremos com mais contundência contra a criminalidade", frisou Taborelli.
“Eu enfrentei a criminalidade por mais de 30 anos e continuo enfrentando. Eu vejo que o Estado precisa dar uma resposta para a criminalidade. O Estado não pode ficar de ‘quatro’ para a violência. Eu nunca retraí por questões de ameaças nos trabalhos pró-sociedade, não é agora que eu vou voltar atrás na defesa da sociedade, muito pelo contrário. A partir de agora, nós atuaremos com mais contundência contra a criminalidade. Esses crimes têm que acabar em Mato Grosso”.
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Na entrevista, o deputado também ressaltou que não descarta que o atentado sofrido possa ter alguma motivação política. “É uma tese. Não confirmo porque tenho que ver as falas desses marginais e posso errar. Não quero ser injusto. O que posso afirmar pela minha experiência, é que não foi assalto. Foi um crime de mando. Nós estávamos com joias e em nenhum momento os marginais pediram nossos acessórios. Há uma motivação paga e eu não descarto que ela seja política”, disparou o coronel.
"O que posso afirmar pela minha experiência, é que não foi assalto. Foi um crime de mando. Nós estávamos com joias e em nenhum momento os marginais pediram nossos acessórios. Há uma motivação paga e eu não descarto que ela seja política”, disparou o coronel.
Na noite de terça-feira (05), o deputado chegava à casa de um amigo, no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, acompanhado dos filhos, Willy e Sony Taborelli, uma nora e dois assessores, quando foram abordados por cinco criminosos. Os bandidos cercaram os dois carros que as vítimas estavam e segundo o coronel, os bandidos renderam primeiro seus os familiares, os separando dele. Enquanto os criminosos tentavam entrar na casa com os três, ele sacou a pistola ponto 40 e disparou contra os bandidos.
“Eles chegaram quando os dois veículos pararam, eles abordaram o veículo de trás, o meu, e já entraram com o pessoal para o portão da casa. Na hora que eles ouviram o barulho do estampido, foi até minha estratégia. Pensei: se eu combater aqui, ou eles vêm ajudar ou eles vão correr pelo barulho, porque é muito forte o barulho da troca de tiro. E quando eu comecei a combater com eles aqui perto de mim, os outros vieram ajudá-lo atirando em mim também”, relatou o parlamentar.
Na oportunidade, Taborelli voltou a pedir ao governo do Estado mais segurança para a sua família. “Eu fiz o pedido para o governador Pedro Taques (PSDB) e para o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), a proteção da minha família. Eu sempre vivi essa guerra e estou acostumado com essas ameaças. Agora, quando vai para parte familiar, a preocupação é dobrada e eu estou realmente pedindo para que o Estado nos proteja”, reivindicou o parlamentar.
















