CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Em entrevista ao
, o deputado e coronel da Polícia Militar, Pery Taborelli (PSC), disse na manhã desta quarta-feira (6), que a intensa troca de tiros com bandidos na noite desta terça-feira (5), no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, teria ocorrido como forma de defender sua família do que ele acredita ter sido um atentado. Logo após a entrevista, o coronel pediu, na tribuna da Assembleia Legislativa, a proteção do governo do Estado para ele e sua família.
"Quando eu comecei a combater com eles aqui perto de mim, os outros vieram ajudá-lo atirando em mim também”, relatou.
À reportagem o deputado relatou que ele, acompanhado dos filhos dele Willy e Sony Taborelli, uma nora e dois assessores, chegavam à casa de um amigo quando foram abordados por cinco criminosos, que cercaram os dois carros que eles estavam. Segundo o coronel, os bandidos renderam primeiro os filhos e a nora, os separando dele. Enquanto os criminosos tentavam entrar na casa com os três, ele sacou a pistola pont 40 e disparou contra os criminosos.
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“Tinha mais de cinco pessoas. Creio que vieram me seguindo da Assembleia. Eles vieram, atacaram por dois lados e fugiram por dois lados. Na sequência, a Polícia cercou toda a área, então, dá a entender que teve mais de um veículo de apoio”, acredita o deputado.
O coronel disse que ao menos três bandidos teriam disparado contra ele e que teria ouvido dos mesmos que todos seriam mortos, por isso ele não acredita que a ação fosse apenas um assalto, mas sim um atentado contra ele e sua família. Para Taborelli esse seria um "crime de mando".
“Eles chegaram quando os dois veículos pararam, eles abordaram o veículo de trás, o meu, e já entraram com o pessoal para o portão da casa. Na hora que eles ouviram o barulho do estampido, foi até minha estratégia. Pensei: se eu combater aqui, ou eles vêm ajudar ou eles vão correr pelo barulho, porque é muito forte o barulho da troca de tiro. E quando eu comecei a combater com eles aqui perto de mim, os outros vieram ajudá-lo atirando em mim também”, relatou.
O deputado acredita que os bandidos o seguiram desde a saída dele do expediente na Assembleia Legislativa e que havia mais bandidos além dos que atiraram. “Tinha mais de cinco pessoas. Creio que vieram me seguindo da Assembleia. Eles vieram, atacaram por dois lados e fugiram por dois lados. Na sequência, a Polícia cercou toda a área, então, dá a entender que teve mais de um veículo de apoio”, acredita o deputado.
"A forma como eles verbalizaram, as ações deles e a força no ataque... Atacaram dois veículos, não foi só eu sozinho no veículo. Nós estávamos em seis pessoas em dois veículos. Não tem como ser assalto”, avalia o parlamentar
Ao atender a ocorrência, tanto a Polícia Militar quanto Civil trabalharam com a hipótese de tentativa de roubo aos veículos. No entanto, Taborelli é enfático ao afirmar que foi uma tentativa de execução. “Com toda certeza. Eu já sofri no bairro aqui um atentado igual alguns anos atrás. No combate, um marginal entrou em óbito comigo e o outro nós prendemos e foi exatamente do mesmo jeito, só que em número menor”, disse ao
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“Essa tese de roubo de veículo não tem nada a ver, até porque eles não roubam muito esse veículo aqui, é pouco roubado porque não tem venda para ele aqui [...] A forma como eles verbalizaram, as ações deles e a força no ataque... Atacaram dois veículos, não foi só eu sozinho no veículo. Nós estávamos em seis pessoas em dois veículos. Não tem como ser assalto”, avalia o parlamentar e conclui: “Pra mim, foi crime de mando”.
Sobre o fato de um dos bandidos ter sido socorrido em Várzea Grande ao invés de Cuiabá, Pery Taborelli explica que “quando é assim, eles procuram outro centro de saúde para passar despercebido. A primeira medida da Polícia foi entrar em contato com as unidades de saúde da baixada, mas agora vamos ver a evolução desse fato”, afirma.
O deputado ainda não foi chamado à delegacia para tomar conhecimento das investigações e prestar esclarecimentos, mas diz que vai pensar em que medidas irá tomar para garantir a segurança dele e da família. “Eu ainda estou colocando a cabeça em ordem”.















