DA REDAÇÃO
A delegacia Fazendária confirmou que já foram feitas prisões na capital desde a madrugada de hoje (03), durante uma operação da Polícia Civil que cumpre 38 mandados de prisão temporária (5 dias) e 38 de busca e apreensão em Cuiabá e Cáceres. Os suspeitos são acusados de desvio de R$12,7 milhões na Conta Única do Estado pelo sistema BB Pag. Segundo informações, entre os foragidos está a ex-coordenadora da Conta Única do Estado, Magda Mara Curvo Muniz, que chefiava o esquema.
Até o momento 14 pessoas foram presas. Segundo a polícia, a crime era realizado por meio de um esquema de contratação e funcionários fantasmas. Servidores públicos estaduais também estão envolvidos na quadrilha. O crime durou cerca de quatro anos, de 2007 a 2010. Eles são investigados em crimes de peculato e formação de quadrilha.
Os pagamentos eram feitos por meio de transferência da conta única para contas bancárias dos “laranjas”. Cerca R$ 18 milhões foram desviados no período de 2010 a 2011. A servidora ainda não foi presa.
As investigações da Polícia Civil, iniciadas em fevereiro de 2011 com requisição do Ministério Público Estadual, relatava que uma servidora da Sefaz tinha patrimônio incompatível com seus rendimentos e depois a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil encaminhou documento confidencial, com informações de uma pessoa identificada por Tania Regina Lopes (foragida), que recebia créditos em sua conta corrente do Estado, sem vínculo algum com o Estado
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Na operação foram mobilizados 146 policiais, entre delegados, investigadores e escrivães
Segundo o auditor-geral do Estado, José Alves Pereira Filho, os "fantasmas" recebiam cerca de R$ 9 mil por mês. Durante os quatro anos em que o grupo atuou nada foi identificado pelo estado.
Após uma denúncia, o governador Silval Barbosa (PMDB) requereu que a Corregedoria Fazendária, a Auditoria Geral e Ministério Público Estadual investigassem o caso.
Pereira Filho disse que era impossível detectar o rombo de R$ 12,9 milhões facilmente e que, a princípio, os dados davam conta de que os valores eram usados para cobrir despesas de concurso público da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Depois, foram constatadas disparidade dos valores. Segundo o Auditor, seria complicado identificar 32 pessoas envolvidos em um crime entre 90 mil servidores.
O site HiperNotícias divulgou, no início da tarde de hoje, a relação dos presos pela Delegacia Fazendária; Confira:
Avaneth Almeida das Neves – Secretária Adjunta do Tesouro – Sefaz
Antonio Ricardino Martins
Alice Maria de Oliveira
Joanice Batista do Espírito Santo – servidora do setor financeiro da Unemat, em Cáceres
Aurizete Juvencio dos Santos – recebeu R$ 537 mil
Jamerson de Araujo Kestring – recebeu R$ 19 mil, e é ligado ao terceirizado Glaucio Fabian de Oliveira, subordinado de Magda Curvo
Jonyelsen Rufino de Menezes – recebeu R$ 232 mil, e é marido de funcionária de irmão de Magda Curvo
Kelly da Silva Trindade – recebeu R$ 533 mil, é funcionária de Silvan Curvo, irmão de Magda Curvo
Lucy Marcia do Amaral Leque – recebeu R$ 55 mil
Manoel Joaquim da Conceição – recebeu R$ 307, é trabalhador braçal ligado a Silval Curvo
Paulino Silva Cunha – recebeu R$ 1,2 milhão
Marcia da Silva Santos – recebeu 1,1 milhão, e é esposa de Paulino
Miralva Alves dos Santos – recebeu R$ 541 mil
Vandercarlos Bonfim – recebeu R$ 83 mil
Antonio Oliveira Moraes – recebeu R$ 128 mil, e é ligado ao terceirizado Edson Rodrigo Ferreira Gomes, subordinado a Magda Curvo.























