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Grupo era comandado por Sandro Louco, que tem uma ficha criminal extensa e foi condenado a mais de 100 anos de prisão.
JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO
A facção criminosa ‘Comando Vermelho’ que atuava de dentro das unidades prisionais de Mato Grosso, com aproximadamente 400 integrantes, cobrava entre R$ 50 e R$ 150 por mês como taxa de dos presos que quisessem se aliar ao grupo. A informação é do delegado geral da Polícia Civil, Anderson Garcia.
Assim associados, eles teriam vários benefícios, um deles seria uma assessoria jurídica, em período integral. “Além de advogados, a quadrilha ainda pagava passagens de ônibus para os familiares dos bandidos que estão presos os visitarem”, disse.
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O delegado explica que as ‘mensalidades’ eram pagas de diversas maneiras. Uma delas seria com a ajuda de familiares que levavam o dinheiro para dentro dos presídios ou depositavam em contas de laranjas.
O delegado ainda explicou que a facção é comandada pelo detento Sandro da Silva Rabelo, também conhecido como ‘Sandro Louco’, ‘Bile ou Bili’. Ele está preso na Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis (220 km de Cuiabá) e tem várias condenações por diversos crimes.
O homem tem uma ficha criminal extensa e a pena chaga a 161 anos, 9 meses e 24 dias na cadeia. Segundo ele, Sandro é membro do ‘Conselho Final’ e exige que os ‘afiliados’ cumpram à ‘risca’ o estatuto da quadrilha.
Anderson afirmou que as
Investigações apontam que ‘Sandro Louco’ teria sido o criador da facção em MT; ele cumpre 161 anos de cadeia
Conforme o delegado, o criminoso fazia parte do Primeiro Comando da Capital (PCC), que é unicamente comandada por detentos das unidades prisionais de São Paulo, porém, Sandro teve uma rixa com integrantes de dentro do grupo e optou por abrir uma 'filial' do Comando Vermelho no Estado.
A facilidade em criar o CV-MT seria pela isenção de ‘impostos’. Já que não precisaram pagar uma mensalidade para a matriz. Sendo que quando fazia parte do PCC, esse ‘imposto’ tinha que ser pago aos chefes, em São Paulo.
TRANSFERIDOS
A PC informou que sete integrantes dessa facção foram transferidos para um presídio no Rio Grande do Norte (RN). O oitavo foi transferido para a unidade prisional de segurança máxima desse mesmo estado.
Conforme o secretário Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Luiz Antônio Possas de Carvalho, ‘Sandro Loco’ está preso na Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis (220 km da capital).
O criminoso só não foi transferido para outra unidade de segurança máxima por conta que está com passando por um tratamento, devido a uma hepatite. “Nenhum presídio aceita detento doente, por isso ele (Sandro Louco), ainda não foi transferido”, destacou.














