CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
A família de André Luiz Alves de Oliveira, 27, morto no dia 2 de agosto de 2016, pouco mais de uma hora após matar o policial Élcio Leite, 29, que fazia investigação de venda ilegal de arma em sua casa, na rua 27 do bairro CPA 3 Setor 5, vai processar o Estado pela morte do jovem distribuidor de água mineral. André matou o PM Élcio Leite, horas antes de militares do BOPE cercarem a casa dele; ele foi executado por vingança, segundo o MPE.
“Vou me reunir com meus colegas e vamos ver que caminho nós vamos seguir, se vamos apresentar algum processo ou pedir que alguém de nós acompanhe esse inquérito como assistente da acusação e aí sim pedir que se faça mais alguma coisa”, afirmou o advogado Carlos Roberto.
“Vou me reunir com meus colegas e vamos ver que caminho nós vamos seguir, se vamos apresentar algum processo ou pedir que alguém de nós acompanhe esse inquérito como assistente da acusação e aí sim pedir que se faça mais alguma coisa”, afirmou o advogado Carlos Roberto dos Santos, que representa a família de André.
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Durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (31), em que o promotor de Justiça Jaime Romaquelli falava sobre as investigações do caso, tanto o pai de André, Carlos Alberto de Oliveira, quanto o advogado da família, se mostraram indignados com o fato de que somente o major do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Waldir Félix de Oliveira Paixão Júnior, 34, foi denunciado pelo homicídio qualificado de André.
Eles acreditam que outras autoridades policiais também deveriam ser denunciados, como o soldado PM Wanderson Saraiva, parceiro do soldado Élcio na investigação, e até mesmo o secretário de Segurança Pública Rogers Jarbas, que estava no local no momento do crime e não teria assegurado a integridade física de André.
“Ele não matou meu filho sozinho”, disse Carlos Alberto, se referindo ao major do Bope. “O Saraiva prendeu, as fotos não mentem, o meu filho era prisioneiro do policial Saraiva. Se ele entregou para outro, ele é responsável”, acrescentou.
RepórterMT
O advogado Carlos Roberto dos Santos quer que policial Wanderson Saraiva também seja responsabilizado pela morte de André.
Ainda com relação a Saraiva, o advogado da família avalia que ele deveria ser o principal acusado.
“Ele que causou tudo isso. Ele diz que acompanhou tudo isso, que é a venda de arma. Ele não tinha autorização para fazer esse procedimento. Quando ele abordou o Carlos Alberto (irmão de André) lá no terminal, ali ele já poderia ter efetuado a prisão. Depois, eles vieram até a porta da casa. Ele disse que o Carlos Alberto veio de costas para ele, onde ele não visualizou se ele estava armado. E quando ele entrou em casa, ele já viu o André lá dentro e atirou contra o André. (...) Posteriormente, o André ficou sob a tutela dele, o André se entregou a ele. Ele deveria ter salvaguardado a integridade física do André”, explicou.
As críticas atingiram também o secretário de Segurança e até o govenador Pedro Taques (PSDB).
“Eu acho que o governador está precisando intervir nessa situação e rever as pessoas que ele coloca para administrar o Estado porque o secretário esteve sim, eu vi, sou testemunha. Tentaram me tirar do local, mas quando eu voltei, estava aberto o local, ninguém poderia entrar, mas o meu filho deveria estar espancado ou desmaiado e o secretário chegou, adentrou no local depois que ouviu os dois disparos. A gente não pode tapar o sol com a peneira”, criticou o pai de André.
A família reclama ainda da continuidade dos policiais envolvidos no trabalho dentro da Polícia Militar.
“O Saraiva chutou, o Saraiva saiu comemorando a execução do meu filho e eu não sei qual é o privilégio que ele tem dentro da corporação”.
Relembre o caso
No dia 2 de agosto de 2016, os policiais militares Élcio Leite e Wanderson Saraiva estavam fazendo uma investigação sobre venda ilegal de arma na casa dos irmãos Carlos Alberto de Oliveira Júnior e André Luiz Alves de Oliveira. Eles chegaram a ir até a porta da casa e, ao fazer uma abordagem, houve luta corporal entre os policiais e Carlos Alberto.Na confusão, André acabou matando o policial Élcio.
Após o homicídio, os irmãos fugiram pulando os muros das casas vizinhas. Carlos Alberto foi preso e André acabou sendo executado pelo major do Bope, Waldir Félix Paixão, após ter se rendido ao soldado Saraiva, conforme mostram imagens feitas pela imprensa. Os vizinhos contam que André não era bandido e trabalhava vendendo água. Já o irmão, que está preso, esse sim, seria do lado do crime.
SEGURANÇA PÚBLICA
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que "em relação à acusação proferida pelo líder comunitário Carlos Oliveira, a Secretaria de Estado de Segurança Pública vem a esclarecer que o inquérito policial presidido pelo delegado Alexandre Vicente, que já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público Estadual indiciando o major Valdir Félix de Oliveira, não apresentou nenhuma correlação entre a chegada do secretário Rogers Jarbas e demais autoridades no local do crime com a morte de André Luiz de Oliveira ou do policial militar Élcio Ramos Leite.
Durante a investigação policial, o delegado ouviu autoridades, jornalistas e particulares que estavam no local e o secretário chegou após a morte de ambos".
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João 02/02/2017
Atividade de inteligência da PM tem previsão legal, fazendo parte do subsistema de inteligência de Segurança Pública, ou seja nesse caso a equipe estava buscando informações e não investigando o caso, pois para que ocorra a investigação tem que ser aberto um inquérito, no caso de buscas de informações não, se equipe de inteligência confirmar o flagrante delito, a PM pode agir sim, e isso tem regulamentação legal, essa atividade atende a sociedade e contribui com a Segurança Pública, então advogado e família procurem o conhecimento antes de fazer o julgamento;
Hugo Miranda 02/02/2017
O pai do vagabundo tem passagem o vagabundo morto tem passagem o irmão tem passagem família toda tem passagem pela polícia, e u.a inversão de valores mesmo!!!! Um país a onde o policial militar passou ser taxado como vilão e vagabundo como vitima e preciso urgente mudança nas leis!!!!
Indignada 01/02/2017
Agora virou palhaçada! Só bandido defende outro bandido! E o policial morto? O senhor pai do " vendedor de água" vai pagar tb indenização para a família do policial morto em serviço? Na boa Repórter MT, essas notícias nem merecem credibilidade .
TJ 01/02/2017
Parabéns a PM, bandido bom é bandido morto, a grande indignação que fica é o MP colocar o bandido como uma mera vitima, neste caso é lamentável a atuação do MP.
Fulano 01/02/2017
BOLSONARO PRESIDENTE 2018, para acabar com regalias de vagabundos e essa corja dos direitos Humanos para vagabundo, Desumano para vítimas do vagabundo. Fica a pergunta; será que o crime não anda financiando uns e outro para legislar e defender seus interesses?????.
Eduardo Alvarenga 01/02/2017
Bom vamos aos fatos: Primeiro - O cara tava fazendo Venda Ilegal de Armas de Fogo. Segundo - O cara mata o policial que estava investigando a Venda Ilegal de Arma. Terceiro - O cara pula o muro para fugir. Será que o cara era gente boa? Pelo visto acobertado pelo Pai ainda. Não gosto de assassinatos, mas quem mata alguém em seu trabalho principalmente ou para subtrair bem alheio, merece esse FIM sim. Agora, cadê os familiares desse policial para entrar com um processo contra o estado, o pai desse ator e acionar o advogado por buscar manchar a memoria do policial? se ele merecer. Será que a familia do Policial recebeu alguma ajuda do DH, interessante que fala da familia do Vendedor de Arma Ilegal, e não fala nada da familia do policial morto, será que ele não tem ninguém? Refletimos.
Eduardo Alvarenga 01/02/2017
Quando for alguém de sua família, faça essa colocação filosofica. Ficaremos honrados em ver tal atitude.
pedro paulo 01/02/2017
Ajudar a família do policial assassinado pelo filho deles! eles não querem né! agora discolar uma graninha do estado quer! pode tirar o "cavalinho da chuva" o estado não paga nem o que deve
fexix 01/02/2017
DANO MORAL EM RICOCHETE, TODOS OS FAMILIARES E PESSOAS PROXIMAS QUE SE SENTIREM LESADOS PODEM PROPOR A AÇAO ARGUINDO QUE A ATITUDE ILICITA E CRIMINOSA DESSE POLICIAL OFENDEU A MORAL DA MAE DO PAI RESBALANDO AOS IRMAOS E PESSOAS PROXIMAS. NO BRASIL ESTAO FAZENDO APOLOGIA A POLITICOS MILITARES, QUE FALAM ABERTAMENTE QUE SE FOREM ELEITOS A POLICIA GAMHARA FORÇA E ATE MATAR CASO HOUVER DESACATO POR PARTE DE OUTREM. VAMOS PENSAR MELHOR ANTES DE ESCOLHER O GOVERNO, POIS ESSE CASO SUPRA MENCIONADO JA É UMA LUZ QUE DEIXA EXPLICITO SOBRE O QUE É UM GOVERNO DE TIRANOS. SOU A FAVOR DE QUE COMETEU UM DELITO DEVE HAVER PUNIÇAO, MAS NAO EXECUÇAO. E A PUNIÇAO DEVE NAO DEVE SER APENAS RECLUSAO EM PRESIDIO ONDE O PRESO COME AS CUSTAS DA SOCIEDADE, MAS RECLUSAO E TRABALHO PARA MANTER TODAS AS NECESSIDADES DO PRESO.
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