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12 de Junho de 2025, 18h:29 - A | A

POLÍCIA / ERRO NO SISTEMA

Ministério Público pede que processo do caso Renato Nery seja enviado à Justiça Militar

Policiais militares teriam forjado um confronto para esconder arma usada em assassinato de advogado

Reprodução

MP quer que militares sejam julgados pela 11ª Vara da Comarca de Cuiabá

MP quer que militares sejam julgados pela 11ª Vara da Comarca de Cuiabá

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu que o processo sobre o assassinato do advogado Renato Nery, atualmente na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, seja redistribuído à 11ª Vara Criminal e Especializada da Justiça Militar. A solicitação foi feita pelo promotor de Justiça Henrique de Carvalho Pugliesi.

De acordo com o promotor, houve um erro no sistema do TJ que fez com que a ação que envolve Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso, todos policiais militares, fosse protocolada na 7ª Vara Criminal. Contudo, esta Vara não teria competência para analisar o caso. 

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Os policiais foram denunciados pelo MP por organização criminosa, abuso de autoridade, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e falsidade ideológica.

O bando teria forjado um confronto no Contorno Leste para ocultar a origem da arma utilizada para matar o advogado Renato Nery. No confronto simulado, um homem de 26 anos morreu e dois adolescentes de 16 ficaram feridos.

Conforme o Ministério Público, o assassinato de Renato foi planejado dentro de núcleos. O primeiro núcleo seria o de comando, que era composto por mandantes vinculados aos interesses econômicos contrariados pela vitória judicial da vítima na disputa fundiária.

O segundo núcleo é o de intermediação, que era responsável por estabelecer a ponte entre os mandantes e o executor, negociando valores, repassando ordens e garantindo que as determinações fossem cumpridas.

Há o núcleo operacional, que era encarregado da execução material do crime de homicídio. Por último tem o núcleo de obstrução, montado pelos policiais Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso.

Eles foram responsáveis especificamente pela ocultação posterior da arma do crime mediante sua inserção em contexto forjado, e por outras ações destinadas a dificultar as investigações”, aponta o Ministério Público.

Além de pedir para que a ação seja redistribuída, o órgão ministerial voltou a pedir a prisão dos militares.

LEIA MAIS: MP recorre e pede prisão de PMs envolvidos na morte de Renato Nery

O caso

Renato foi assassinado no dia 5 de julho de 2024, em frente ao escritório que trabalhava na Avenida Fernado Corrêa, e sete dias depois os policiais teriam forjado o confronto para dar fim a arma usada no crime.

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