ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou denúncia criminal contra Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, pela morte do cabo da Polícia Militar e instrutor de artes marciais Renato Oliveira Aragão, de 32 anos. O crime ocorreu no dia 4 de agosto, durante uma aula de jiu-jitsu ministrada pela vítima em um projeto social em um centro comunitário no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.
Conforme o inquérito conduzido pelo delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato foi motivado por vingança após o autor descobrir que o policial mantinha um relacionamento amoroso com sua companheira há mais de dois anos.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A peça acusatória aponta que o réu responderá por homicídio triplamente qualificado, sustentado pelo motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o militar foi surpreendido enquanto lecionava.
O MPMT incluiu ainda a qualificadora de perigo comum, visto que os disparos efetuados no local atingiram um ambiente de intensa circulação de menores de idade, colocando em risco a vida dos alunos presentes. Além da acusação por homicídio qualificado, o denunciado também vai responder por porte e posse ilegal de arma de fogo. O processo tramita sob sigilo.
No dia do crime, o atirador foi contido por alunos da turma de artes marciais até a chegada de uma equipe da Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante. A medida foi convertida em prisão preventiva pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, durante a audiência de custódia realizada no dia seguinte.
Com o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, os autos foram encaminhados à 1ª Vara Criminal de Várzea Grande para que o magistrado avalie o recebimento da acusação. Caso a denúncia seja aceita, o processo avançará para a fase de instrução, etapa que antecede a eventual decisão sobre a ida do réu a julgamento popular perante o Tribunal do Júri.













