RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO
A defesa da médica Letícia Bortolini, 37 anos, entrou com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, alegando que ela tem um filho de 1 ano e 6 meses e, pela lei, não deveria estar presa.
Letícia está detida no presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, após ter atropelado e matado o verdureiro Francisco Lucio Maia, de 48 anos, na Avenida Miguel Sutil, no último sábado (14).
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Ela e o marido, o também médico Aritony de Alencar Menezes, 37 anos, fugiram e não prestaram socorro à vítima atropelada, que morreu ainda no local do acidente.
A médica foi julgada pela juíza plantonista Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal de Cuiabá. A magistrada recusou pagamento de fiança e decretou a prisão preventiva da médica.
A decisão levou em consideração o fato de Letícia ser médica e ter fugido sem prestar socorro à vítima. O ato, segundo a juíza, demonstrou uma personalidade criminosa da acusada.
Apesar da forte alegação da magistrada ao decretar a prisão, a defesa alega no habeas corpus que “ademais, a eventual gravidade do fato, a qual repita-se: sequer foi demonstrada no decreto constritivo, em nada se confunde com a “personalidade criminosa”, especialmente em delitos de trânsito, nos quais ninguém em plena consciência se propõe a conduzir um veículo com intenção homicida”.
A defesa também alegou que a médica tem boa reputação e não tem antecedentes criminais. “Além dos antecedentes criminais impecáveis, a paciente possui residência fixa no distrito da culpa, ocupação lícita, família constituída, sendo mãe de duas crianças – uma inclusive com menos de 12 anos -, e em nada prejudicará a investigação policial ou eventual ação penal”.
O HC será analisado pelo desembargador Olando Perri. A ele, a defesa pediu para que considerasse as alegações e concedesse a liberdade para a médica ou, em segundo caso, convertesse a pena em prisão domiciliar.
“Ante o exposto, requerem (a) a concessão de liminar à ordem, para suspender os efeitos do decreto de prisão preventiva imposto à paciente, expedindo-se o competente alvará de soltura ou, em última análise, a substituição desta por prisão domiciliar; (b) no mérito, a concessão da ordem de habeas corpus, para revogar o decreto cautelar ou substituí-lo por medidas diversas da prisão ou prisão domiciliar”, discorre a defesa no HC.
Encobertou o marido
A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) também investiga se a médica assumiu que estava na direção do veículo Jeep Compass para acobertar o marido, o médico Aritony.
Os investigadores estão fazendo o percurso realizado pelo casal e verificando imagens de segurança para apurar a denúncia.
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Guga 16/04/2018
Direitos iguais. Rica solta e pobre preso? Tem dó
MARIA TAQUARA 16/04/2018
ela pode ser solta por ser RICA, ter filho de 1 ano não tira POBRE da cadeia, fácil.
ana 16/04/2018
Como assim procurando cameras de segurança??? Não aconteceu na frente do banco itau? Tem posto de gasolina perto, uma papelaria enorme. Será que ninguem tem cameras???? Estranho...
marcia 16/04/2018
Se realmente ela estava alcoolizada pq não pensou no filho antes de dirigir?
4 comentários