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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
24 de Junho de 2026

24 de Junho de 2026, 15h:09 - A | A

POLÍCIA / MORTES NA ISAAC PÓVOAS

Perícia provou que bióloga condenada a 6 anos dirigia a 54 km/h quando atropelou e matou jovens em Cuiabá

Júri de Cuiabá afasta dolo eventual após laudos provarem velocidade permitida e travessia dos jovens fora da faixa de segurança na Isaac Póvoas

DO REPÓRTERMT



O Tribunal do Júri de Cuiabá decidiu, nessa terça-feira (23), que a bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro não teve a intenção de matar no atropelamento que tirou a vida dos jovens Myllena Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides, além de deixar Hya Girotto gravemente ferida, em dezembro de 2018. O Conselho de Sentença rejeitou a acusação de dolo eventual, quando há a intenção ou a aceitação do risco de matar, definindo o episódio como crime culposo.

Com o resultado do julgamento, a ré recebeu a pena de seis anos de reclusão em regime inicial semiaberto e teve o direito de dirigir suspenso.

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A decisão do corpo de jurados foi respaldada por critérios estritamente técnicos da perícia oficial, que balizaram a velocidade do automóvel no momento do impacto. Conforme os laudos integrados ao processo, o carro conduzido por Rafaela trafegava a aproximadamente 54 km/h, velocidade que se encontrava dentro do limite regulamentar permitido para a Avenida Isaac Póvoas, estipulado em 60 km/h.

Somado ao fator velocidade, a defesa sustentou, com base em exames médicos realizados logo após o acidente, que a condutora não apresentava quadro de embriaguez clínica, embora houvesse o registro de consumo de bebida alcoólica.

Reprodução

Caso Valley

Vítimas do acidente na Avenida Isaac Póvoas

Dinâmica do acidente

O atropelamento ocorreu na madrugada do dia 23 de dezembro de 2018, na Avenida Isaac Póvoas. Os três jovens haviam acabado de deixar a casa noturna Valley Pub quando tentaram atravessar a pista de rolamento.

A reconstrução da dinâmica dos fatos apontou que as condições da via e o comportamento dos pedestres interferiram diretamente no desfecho.

Os relatórios técnicos detalharam que as vítimas faziam uma travessia irregular, fora da faixa de segurança.

A perícia indicou ainda que uma das vítimas permaneceu parada sobre a pista momentos antes da colisão, o que eliminou a capacidade de reação ou desvio por parte da motorista, justificando a decisão do júri em afastar o dolo.

Myllena Lacerda Inocêncio morreu ainda no local do acidente. Ramon Alcides foi socorrido, mas faleceu dias depois em decorrência dos ferimentos graves. A terceira vítima, Hya Girotto, sobreviveu após passar três semanas internada.

Rafaela Screnci chegou a ser presa em flagrante na data do fato, mas obteve o direito de responder ao processo em liberdade após o recolhimento de fiança no dia seguinte.

Veja o vídeo:

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