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16 de Setembro de 2026

24 de Junho de 2026, 15h:09 - A | A

POLÍCIA / MORTES NA ISAAC PÓVOAS

Perícia provou que bióloga condenada a 6 anos dirigia a 54 km/h quando atropelou e matou jovens em Cuiabá

Júri de Cuiabá afasta dolo eventual após laudos provarem velocidade permitida e travessia dos jovens fora da faixa de segurança na Isaac Póvoas

Reprodução

Perícia mostrou que carro estava abaixo da velocidade permitida. Jovens atravessavam fora da faixa

Perícia mostrou que carro estava abaixo da velocidade permitida. Jovens atravessavam fora da faixa

DO REPÓRTERMT



O Tribunal do Júri de Cuiabá decidiu, nessa terça-feira (23), que a bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro não teve a intenção de matar no atropelamento que tirou a vida dos jovens Myllena Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides, além de deixar Hya Girotto gravemente ferida, em dezembro de 2018. O Conselho de Sentença rejeitou a acusação de dolo eventual, quando há a intenção ou a aceitação do risco de matar, definindo o episódio como crime culposo.

Com o resultado do julgamento, a ré recebeu a pena de seis anos de reclusão em regime inicial semiaberto e teve o direito de dirigir suspenso.

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A decisão do corpo de jurados foi respaldada por critérios estritamente técnicos da perícia oficial, que balizaram a velocidade do automóvel no momento do impacto. Conforme os laudos integrados ao processo, o carro conduzido por Rafaela trafegava a aproximadamente 54 km/h, velocidade que se encontrava dentro do limite regulamentar permitido para a Avenida Isaac Póvoas, estipulado em 60 km/h.

Somado ao fator velocidade, a defesa sustentou, com base em exames médicos realizados logo após o acidente, que a condutora não apresentava quadro de embriaguez clínica, embora houvesse o registro de consumo de bebida alcoólica.

Reprodução

Caso Valley

Vítimas do acidente na Avenida Isaac Póvoas

Dinâmica do acidente

O atropelamento ocorreu na madrugada do dia 23 de dezembro de 2018, na Avenida Isaac Póvoas. Os três jovens haviam acabado de deixar a casa noturna Valley Pub quando tentaram atravessar a pista de rolamento.

A reconstrução da dinâmica dos fatos apontou que as condições da via e o comportamento dos pedestres interferiram diretamente no desfecho.

Os relatórios técnicos detalharam que as vítimas faziam uma travessia irregular, fora da faixa de segurança.

A perícia indicou ainda que uma das vítimas permaneceu parada sobre a pista momentos antes da colisão, o que eliminou a capacidade de reação ou desvio por parte da motorista, justificando a decisão do júri em afastar o dolo.

Myllena Lacerda Inocêncio morreu ainda no local do acidente. Ramon Alcides foi socorrido, mas faleceu dias depois em decorrência dos ferimentos graves. A terceira vítima, Hya Girotto, sobreviveu após passar três semanas internada.

Rafaela Screnci chegou a ser presa em flagrante na data do fato, mas obteve o direito de responder ao processo em liberdade após o recolhimento de fiança no dia seguinte.

Veja o vídeo:

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Ana 24/06/2026

Jovens alcoolizados saindo de uma balada atravessando a rua como se fossem donos dela, sem se preocupar com a sua integridade física, se colocando em risco, e as demais pessoas, eis as consequências, lamentável!

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