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21 de Agosto de 2019, 15h:56 - A | A

POLÍCIA / “OPERAÇÃO COVERAGE”

Gaeco aponta que arma de tenente da PM foi usada em 7 homicídios

A arma, segundo o MPE, pertence ao militar Cleber de Souza Ferreira, que já está preso por facilitar a entrada de celulares na Penitenciária Central.

RepórterMT/Reprodução

O Gaeco efetuou as prisões

O Gaeco efetuou as prisões

DA ASSESSORIA



A Promotoria Militar, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – força tarefa composta pela Policia Militar, Civil e Ministério Público, e a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagraram nesta quarta-feira (21), respectivamente, a “Operação Coverage” (palavra em latim que significa Cobertura), e a 3ª fase da “Operação Mercenários”.

Na operação da DHPP foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra o Tenente Cleber de Souza Ferreira e 2 mandados de prisão preventiva contra Claudiomar Garcia de Carvalho, por crimes de homicídios qualificados em atividade típica de grupo de extermínio – Mercenários.

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A operação do Gaeco visou cumprir mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e pessoal contra os policiais militares 2º tenente Cleber de Souza Ferreira, tenente Thiago Satiro Albino, tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola e tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira, por crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.

De acordo com a investigação realizada pela Promotoria Militar com o apoio do Gaeco, a partir de provas compartilhas pela Polícia Civil, devidamente autorizada pelo Poder Judiciário, exame balístico comprovou que uma pistola tipo Glock, 9 mm, pertencente ao tenente Cleber de Souza Ferreira foi utilizada em sete crimes de homicídio (4 tentados e 3 consumados) praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários.

Conforme as investigações, com a finalidade de obstruir as investigações relacionadas aos referidos homicídios, os policiais militares articularam a alteração do registro da arma de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema da Polícia Militar, tudo para ocultar que na data dos 7 crimes de homicídios a pistola já estava em poder do tenente Cleber de Souza Ferreira.

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