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15 de Outubro de 2026

29 de Julho de 2026, 07h:20 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO LIBERTAS

Facção cobrava taxa até R$ 300 para deixar comerciantes trabalharem em Nova Mutum

O grupo é formado por membros de uma facção criminosa e também é investigado por lavagem de dinheiro

PJC-MT

Facção exigia de comerciantes o pagamento de "taxa" para que pudessem exercer normalmente suas atividades comerciais.

Facção exigia de comerciantes o pagamento de "taxa" para que pudessem exercer normalmente suas atividades comerciais.

DO REPÓRTERMT



A Polícia Civil deflagrou, na manhã de hoje (29), a Operação Libertas, para cumprir 10 ordens judiciais expedidas no âmbito da investigação que apura a atuação de um grupo criminoso investigado por extorsões contra comerciantes em Nova Mutum (a 241 km de Cuiabá), em Mato Grosso.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum e revelou a existência de um esquema criminoso estruturado, com divisão de funções e tarefas entre seus integrantes. Conforme apurado, membros de uma facção exigiam de comerciantes o pagamento periódico de valores, sob grave ameaça, impondo uma espécie de "taxa" para que pudessem exercer normalmente suas atividades comerciais.

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As extorsões eram praticadas de diferentes formas. Em alguns casos, os comerciantes recebiam ligações telefônicas contendo ameaças e exigências de pagamento. Em outras situações, integrantes do grupo compareciam pessoalmente aos estabelecimentos comerciais para intimidar as vítimas e reforçar as cobranças ilícitas, instaurando um ambiente de medo e constante constrangimento. Os valores cobrados variavam entre R$ 150 e R$ 300 por estabelecimento.

Ao todo, estão sendo cumpridos nesta quarta-feira cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, nas cidades de Cuiabá e Nova Mutum. Na Capital, a operação conta com o apoio operacional da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, bem como o sequestro de um veículo Honda HR-V EX, ano/modelo 2025/2026, identificado como possível produto ou proveito das atividades criminosas investigadas.

Durante as investigações, um dos principais alvos chamou a atenção pelo rápido incremento patrimonial. Embora possua extenso histórico criminal e tenha obtido progressão de regime apenas em agosto de 2025, não foram identificadas fontes formais de renda compatíveis com a aquisição de um veículo Honda HR-V EX, avaliado em aproximadamente R$ 159,9 mil, circunstância que reforçou os indícios da prática de lavagem de capitais e fundamentou a medida judicial de sequestro do bem.

As medidas cumpridas nesta quarta têm por objetivo interromper a atuação do grupo criminoso, preservar a ordem pública, impedir a continuidade das práticas delituosas, assegurar a aplicação da lei penal e descapitalizar financeiramente a organização criminosa, retirando os recursos obtidos com a atividade ilícita.

O nome Operação “Libertas” faz referência à palavra latina libertas, que significa liberdade. A escolha da denominação simboliza o propósito central da investigação: restituir aos comerciantes de Nova Mutum a liberdade de exercer suas atividades econômicas sem sofrer intimidações, ameaças ou cobranças ilícitas impostas por organizações criminosas.

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