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Cuiabá, 09 de Junho de 2026
09 de Junho de 2026

26 de Março de 2026, 14h:33 - A | A

POLÍCIA / ESQUEMA DE LAVAGEM

Esposa de PM aposentado joga R$ 18 mil o telhado durante operação e acaba presa em VG

Ângela Maria Santana foi flagrada ao ocultar dinheiro durante cumprimento de mandado em Várzea Grande

THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT



Ângela Maria Santana, alvo da Operação Speakeasy, deflagrada na manhã de hoje (26), tentou esconder R$ 18 mil durante o cumprimento de mandado, mas acabou presa em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ela arremessou um calhamaço de dinheiro vivo pela janela do closet, mas a artimanha foi descoberta pelos policiais. A Speakeasy investiga investiga um esquema estruturado de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa em Mato Grosso.

De acordo com o relatório da ação, durante o cumprimento dos mandados, Ângela pediu para ir trocar de roupa, sendo acompanhada pela equipe. Ao entrar no closet, ela ficou sozinha por alguns instantes e, nesse intervalo, aproveitou para jogar o dinheiro no telhado da casa, próximo à calha.

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Após trocar de roupa, os policiais retomaram as buscas no cômodo e passaram a verificar áreas próximas à janela e à cobertura do imóvel. Durante a vistoria, os agentes localizaram a quantia de R$ 18.160 na calha. Questionada sobre a origem e o motivo de o dinheiro estar ali, Ângela admitiu que havia ocultado o valor enquanto se trocava.

A ação foi realizada por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra ela e o companheiro, Edinilton Freitas de Melo, de 51 anos, policial militar aposentado.

Conforme o documento, os agentes chegaram ao imóvel por volta das 6h e, após não serem atendidos, precisaram arrombar o portão para entrar na residência, localizada no bairro Canelas.

Durante as buscas, foram apreendidos ainda 84 dólares, dois aparelhos celulares, além de uma pistola calibre 9mm, carregadores e munições.

Também foram recolhidos três veículos encontrados na casa: um Honda HR-V, um Chevrolet Prisma e uma Toyota Hilux.

Os dois foram encaminhados à delegacia, onde permanecem à disposição da Justiça.

Esquema de R$ 200 milhões

Segundo a Polícia Civil, o grupo era responsável por movimentar e ocultar valores ilícitos, principalmente provenientes de atividades criminosas, utilizando empresas de fachada para dar aparência legal ao dinheiro.

As investigações apontam que, entre 2021 e 2025, o esquema movimentou cerca de R$ 200 milhões. Para isso, os envolvidos utilizavam empresas registradas em nome de terceiros ou sem atividade real, especialmente nos ramos de distribuição de bebidas, comércio de joias e venda de eletrônicos.

Ainda conforme a polícia, os investigados atuavam sob o comando direto de líderes da facção, alguns presos e outros foragidos da Justiça. Parte do grupo era formada por integrantes da organização criminosa, enquanto outros participavam como operadores financeiros, responsáveis por movimentar e “legalizar” os valores.

Os suspeitos levavam uma vida de alto padrão, com veículos e imóveis de luxo, mesmo sem possuir renda declarada compatível, o que levantou suspeitas e ajudou a polícia a identificar o esquema.

Ao todo, a operação cumpre 100 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão, buscas e apreensões, bloqueios de contas bancárias e sequestro de bens em diversas cidades de Mato Grosso e também em outros estados.

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