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08 de Agosto de 2018, 17h:15 - A | A

POLÍCIA / COMPRA E VENDA DE SOJA

Quatorze empresas desviaram R$ 44 milhões do usando notas frias

Em Cuiabá foram cumpridos mandados de prisão contra os empresários Victor Augusto Saldanha Britche e a mulher dele, Flávia de Martin Teles Birtche, donos da empresa Efraim Agronegócio.

RepórterMT/Reprodução.

Detalhes foram repassados pela promotora do Gaeco de Mato Grosso do Sul, Cristiane Mourão.

Detalhes foram repassados pela promotora do Gaeco de Mato Grosso do Sul, Cristiane Mourão.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



Investigação do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) aponta envolvimento de 14 empresas no esquema que teria desviado R$ 44 milhões dos cofres públicos, por meio da sonegação fiscal envolvendo o comércio de soja, conforme apura a Operação Grãos de Ouro, que cumpriu dois mandados de prisão em Cuiabá e sete de busca e apreensão na Capital e em Alto Araguaia. As informações foram divulgadas na tarde desta quarta-feira (08), em coletiva na sede do MPE, no estado vizinho.

De acordo com a promotora do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso do Sul, Cristiane Mourão, as empresas emitiam notas frias para a saída de grãos de soja que eram comercializados em fazendas daquele estado.

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Os mandados foram cumpridos em sete estados. A ação corre em segredo de Justiça.

RepórterMT/Internauta

operação graos de ouro

Mandados de prisão foram cumpridos no condomínio de luxo, Alphaville, em Cuiabá.

Em Mato Grosso, o apurou junto ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que uma das empresas alvo da operação é a Efraim Agronegócio, com sede em Cuiabá. Os proprietários da empresa, Victor Augusto Saldanha Britche e a mulher dele, Flávia de Martin Teles Birtche, foram presos na manhã desta quarta-feira (08), no condomínio de luxo, Alphaville, na Capital.

A promotora detalhou que a maioria das empresas era de fachada, sendo criadas exclusivamente com o objetivo de emitir as notas frias e dar legalidade à comercialização.

A operação

Ao todo, a operação cumpriu 32 mandados de prisão e 104 de busca e apreensão, nos estados de Mato Grosso Sul, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Minas Gerais. 

O saldo da operação resultou em R$ 500 mil em dinheiro apreendido, além de celulares e diversos documentos.

O esquema

O MPE destacou que a organização criminosa atuava em cinco núcleos, que envolviam corretores de venda de grãos, empresários e servidores públicos. Os corretores, por exemplo, atuavam para captar os comerciantes de fora do estado (MS) para a venda do produto. As pessoas que compravam a soja não tinham conhecimento do esquema

O produto era vendido principalmente em São Paulo. No entanto, as notas eram emitidas como se os grãos ficassem dentro de Mato Grosso Sul, o que livrava os comerciantes do pagamento de tributos, principalmente da cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). 

O esquema teria iniciado em 2016, sendo denunciado ao MPE pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso Sul.

Durante a coletiva, a promotora Cristiane Mourão destacou que o valor de R$ 44 milhões pode aumentar muito mais com o aprofundamento das investigações.

Empresários de Cuiabá

Os empresários Victor Augusto Saldanha Britche e Flávia de Martin Teles Birtche, donos da Efraim Agronegócios, foram presos pela manhã e passaram por audiência de custódia no Fórum de Cuiabá, no início da tarde desta quarta.

Depois eles seguiram para o Centro de Custódia de Cuiabá, anexo ao presídio Carumbé, onde permanecem presos.

Ambos devem prestar depoimento ao Gaeco na quinta-feira (09).

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roger 09/08/2018

o que seria da mercedes, jaguar, bmw, audi, jeep, sem essa casta??? menos 14 carrão nas ruas.. tisti

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MARIA TAQUARA 08/08/2018

estão aí o milionários do agronegócio! Será que todas as empresas nesse país são fachada para desviar dinheiro? SOCORROOOOOO

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2 comentários