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07 de Fevereiro de 2018, 11h:45 - A | A

PODERES / CONFUSÃO NA CÂMARA

Vereadores querem expulsar Adevair de CPI do Paletó por liberar testemunha

A testemunha convocada pelos membros da CPI era Valdecir Cardoso de Almeida, responsável pela instalação da câmera na sala do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Corrêa.

RepórterMT

O relator da investigação, Adevair Cabral liberou a testemunha sem poder para a ação.

O relator da investigação, Adevair Cabral liberou a testemunha sem poder para a ação.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O pedido de afastamento do vereador  Adevair Cabral (PSDB) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suposta quebra de decoro pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e a falta da testemunha, sem justificativa, nesta quarta-feira (07), na Câmara de Cuiabá, marcaram o encontro de parlamentares que esperavam ter a primeira oitiva do caso.

“Eu tentei entrar em contato com o presidente da CPI [Marcelo Bussiki (PSB)] e com o presidente da Casa [Justino Malheiros (PV)] logo que fui comunicado desse ofício pela minha assessora. Eu não estava na Casa e mandei cópia via Whatsapp”, disse o vereador tucano.

A testemunha convocada pelos membros da CPI era Valdecir Cardoso de Almeida, responsável pela instalação da câmera na sala do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Corrêa.

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No entanto, um ofício protocolado no gabinete de Adevair Cabral, datado do dia 29 de janeiro, comunicava pedido de adiamento da oitiva para depois do dia 20 de fevereiro. A justificativa de Valdecir era de uma viagem em família durante o período.

Segundo Adevair, uma pessoa procurou seu gabinete na tarde de terça-feira (6) e protocolou o documento com sua secretária.

“O relator não tem autorização para receber documentos e correspondência em nome do presidente da comissão e aplicativos de mensagens não são meios legais para estes tipos de comunicados", delcarou o presidente.

“Eu tentei entrar em contato com o presidente da CPI [Marcelo Bussiki (PSB)] e com o presidente da Casa [Justino Malheiros (PV)] logo que fui comunicado desse ofício pela minha assessora. Eu não estava na Casa e mandei cópia via Whatsapp”, disse o vereador tucano.

O presidente da CPI, entretanto, não reconheceu o comunicado como válido e determinou o acionamento do caso na Justiça para que Valdecir seja conduzido coercitivamente a prestar esclarecimentos.

“O relator não tem autorização para receber documentos e correspondência em nome do presidente da comissão e aplicativos de mensagens não são meios legais para estes tipos de comunicados. Além disso, o ofício não veio com qualquer respaldo documental que comprove a tal viagem. Portanto, não reconheço a justificativa e vamos acionar o juiz criminal para determinar a condução coercitiva da testemunha em nova data”, declarou Marcelo Bussiki.

Pedido de afastamento

Durante a sessão da CPI, o vereador Felipe Wellaton (PV) acusou Adevair de obstrução da Justiça e requereu o afastamento do relator da comissão. Ele foi seguido por Gilberto Figueiredo (PSB), que pediu que as condutas, tanto da secretária que recebeu o ofício, quanto do vereador tucano sejam apuradas.

Dilemário Alencar (Pros) também requereu que Valdecir encaminhe cópias dos comprovantes da suposta viagem e que a funcionária de Adevair seja convocada pela CPI a prestar esclarecimentos a respeito da pessoa que entregou o ofício, uma vez não ter sido a própria testemunha.

Neste momento, Adevair acusou Dilemário de usar a comissão para fazer palanque e os dois iniciaram um bate-boca, com direito a dedo na cara e xingamentos. Bussiki precisou mandar que os microfones dos dois vereadores fossem cortados e os colegas precisaram intervir para acalmar os ânimos.

Em seguida, Diego Guimarães (PP) pediu que os membros da CPI solicitem comprovação pela Assembleia Legislativa de que Valdecir está em período de férias, uma vez que ele é funcionário do Legislativo estadual. Bussiki determinou que todos os requerimentos sejam protocolados de forma oficial na Câmara, para serem analisados pelos membros da comissão.

O presidente da CPI ainda apontou possível fraude na apresentação do ofício, uma vez que a assinatura no documento não é compatível com a assinatura e rubrica do comunicado de intimação para comparecer à oitiva, assinado por Valdecir em 11 de janeiro.

“Imbróglio todo é culpa de Adevair, que age estranhamente desde que foi nomeado como relator da CPI. Ele queria que as oitivas e sessões da comissão ocorressem às portas fechadas, agora esse episódio dele receber correspondência endereçada a mim. Vamos analisar de forma jurídica o que pode ser feito em relação ao vereador. Nossa preocupação é que ele demonstra não querer investigar e é o relator. Portanto, uma possível obstrução da justiça pelo vereador será investigada e deliberada pelo colegiado”, concluiu Bussiki.

Próximas oitivas

Silvio Corrêa prestará depoimento no próximo dia 16. Já no dia 21 de fevereiro, está marcada a oitiva com o ex-secretário Alan Zanatta.

No dia 23 de fevereiro está previsto o depoimento do próprio Silval, que já declarou que irá comparecer à audiência e prestar todos os esclarecimentos pedidos pelos vereadores.

Álbum de fotos

RpMT/Reprodução

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Cpa 08/02/2018

Pergunta para ADVAIR, quantos funcionários ele tem espalhado dentro das Secretarias da Prefeitura de Cuiabá.

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Euclides 07/02/2018

Esses caras mão se respeitam e querem fazer CPI. Mão sabem conversar e ainda são representantes do povo. Pega essa gasto com essa lerda d CPI e ajuda abrigos, casa de apoio, saúde. E um absurdo gasto com isso..Cuiabá com esses tá na pior.

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2 comentários