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06 de Julho de 2017, 13h:48 - A | A

PODERES / ESTRUTURA EXTRAORDINÁRIA

Vereadores querem barrar criação de secretaria para 300 anos de Cuiabá

A criação é apontada pelos parlamentares como desnecessária já que a Prefeitura de Cuiabá já instituiu o "Comitê Cuiabá 300 anos" que pode ter a mesma função.

RepórterMT/Reprodução.

Vereadores apontam que estrutura temporária pode representar prejuízo financeiro.

Vereadores apontam que estrutura temporária pode representar prejuízo financeiro.

DA REDAÇÃO



Os vereadores Marcelo Bussiki (PSB), Abílio Junior (PSC), Felipe Wellaton (PV) e Gilberto Figueiredo (PSB)  se manifestaram contra a mensagem nº 34 enviada pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), à Câmara de Cuiabá, para criação da Secretaria Extraordinária Cuiabá 300 anos (Sec 300). Para eles, trata-se de mais uma estrutura dispensável.

A proposta é que a pasta seja responsável por discutir projetos e ações –  através de requisição de obras, captação de recursos e formalização de parcerias público-privadas – para o tricentenário da Capital.

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No entanto, para o vereador Bussiki, o projeto é mais uma tentativa de se criar uma estrutura desnecessária à administração pública. Isto porque o prefeito Emanuel já instituiu o “Comitê Cuiabá 300 Anos” tão logo assumiu o cargo, em janeiro, quando publicou os 13 primeiros decretos de sua gestão.

“O comitê foi criado pelo decreto n.º 6.206 e está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Governo e tem a mesma finalidade dessa pretendida secretaria.  Então, não vejo a necessidade de se criar uma nova estrutura, pois o comitê não foi desfeito e  tem a mesma função de aglutinar ações transversais para os 300 anos de Cuiabá”, explicou.

O vereador lembra ainda que criar uma nova secretaria implica em novas despesas não previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA).

A previsão do projeto é que a Sec 300 conte com uma estrutura mínima de 16 cargos. Não há detalhamento do impacto orçamentário da nova estrutura, que não apresenta prévia dotação orçamentária, apenas prevê a extinção da secretaria para 31 de dezembro de 2020.

“Acredito ser importante pensar em projetos para promover o desenvolvimento da cidade nos próximos anos, mas não vejo a obrigatoriedade de que isso seja feito dentro de uma secretaria especifica. Acho que se todos os secretários estiverem alinhados em prol desse objetivo, o comitê consegue funcionar muito bem. Ainda mais neste caso, em que o prefeito encaminhou um projeto onde não detalha o impacto que isso vai causar”, afirmou.

Sugestão

A sugestão dos vereadores é que uma coordenadoria seja criada, ou mesmo o próprio comitê, mas fique sob a responsabilidade do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU). Com isso, não haveria a criação de nova despesa com servidores, somente um remanejamento de profissionais, segundo Abílio.

“Com uma secretaria você tem uma nova despesa com o salário do secretário, verba indenizatória, enfim, um gasto desnecessário considerando que existe a possibilidade de você remanejar servidores. O núcleo ficaria vinculado ao IPDU e à Secretaria de Planejamento, que já tem recursos justamente para planejar o futuro de Cuiabá”, explicou.

Contingenciamento

Esta não é a primeira vez que os vereadores se posicionam contra a criação de novas estruturas administrativas na Prefeitura de Cuiabá.  Em abril, os vereadores Marcelo Bussiki, Abilio Junior, Felipe Wellaton já votaram contra o projeto que desmembrou a secretaria de Governo e Comunicação, criando a secretaria de Comunicação e Inovação.

 

 

Na ocasião, alegaram a necessidade de contingenciamento de recursos diante da crise econômica, bem como se opuseram à votação do projeto em regime de urgência, visto que o mesmo não havia sido analisado pelas comissões obrigatórias - e nem tampouco pelos vereadores.

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