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17 de Abril de 2018, 08h:29 - A | A

PODERES / CPI DO PALETÓ

Vereadores da oposição tentam reativar investigação contra prefeito

Os vereadores Diego Guimarães, (PP), Abílio Junior (PSC), Felipe Wellaton (PV) e Dilemário Alencar (PROS) protocolaram um requerimento solicitando que o presidente da Câmara de Cuiabá, Justino Malheiros (PV), nomeie novos membros para compor a comissão.

RepórterMT/Reprodução

Quatro vereadores assinaram protocolaram requerimento para que o presidente nomeie novos membros.

Quatro vereadores assinaram protocolaram requerimento para que o presidente nomeie novos membros.

DA REDAÇÃO



Os vereadores de oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) tentam reativar a Comissão Parlamentar de Inquérito, a denominada CPI do Paletó, que investiga o emedebista por suposto recebimento de propina do ex-governador Silval Barbosa, em 2014.

Para isso, os parlamentares Diego Guimarães, (PP), Abílio Junior (PSC), Felipe Wellaton (PV) e Dilemário Alencar (PROS) protocolaram um requerimento solicitando que o presidente da Câmara de Cuiabá, Justino Malheiros (PV), nomeie novos membros para compor a comissão.

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Os vereadores usam como base uma decisão da desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Helena Maria Ramos, que manteve a liminar que suspende a investigação e também a nomeação dos vereadores Mário Nadaf (PV) e Adevair Cabral (PSDB).

A decisão, agora, está nas mãos de Justino Malheiros. É o presidente quem vai dar a palavra final, no entanto, é importante lembrar que foi o próprio Malheiros quem apresentou um requerimento que enterrou a CPI no mês de março.

Como argumento, Justino alegou que os membros da comissão já haviam ouvido testemunhas suficientes para encerrar a fase de oitivas e preparar o relatório final. Nadaf e Adevair foram favoráveis à proposta do presidente do Legislativo municipal e somente o presidente da CPI, Marcelo Bussiki (PSB), se posicionou de forma contrária.

Foram ouvidos pelos membros da CPI o ex-governador Silval Barbosa, o ex-chefe de gabinete dele, Silvio Corrêa, o ex-secretário Alan Zanatta e o servidor Valdecir Cardoso. Porém, Bussiki ainda considerava requerer depoimentos de Emanuel e seu irmão, dono do Instituto Mark, Marco Polo Pinheiro, o Popó.

A CPI investiga a suposta quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro, flagrado em vídeo recebendo suposta propina para apoiar a gestão Silval, dentro do Palácio Paiaguás. O vídeo foi feito por Silvio Corrêa e entregue ao Ministério Público Federal (MPF) como parte da delação premiada feita pelo ex-governador e seu ex-assessor.

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