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Cuiabá, 19 de Julho de 2024
19 de Julho de 2024

24 de Novembro de 2017, 10h:07 - A | A

PODERES / CPI DO PALETÓ

Vereadores adiam reunião para decidir sobre participação da base do prefeito

Os parlamentares de oposição não concordam com a participação de Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV) como membros da CPI do Paletó que irá investigar o prefeito Emanuel Pinheiro.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Os vereadores Diego Guimarães (PP) e Marcelo Bussiki (PSB) estão consultando advogados, em Brasília, para definir se a oposição vai entrar na Justiça contra a participação de dois parlamentares da base aliada do Prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), denominada de “CPI do Paletó”, que irá investigar o peemedebista por quebra de decoro.

Ao , o vereador Toninho de Souza (PSD) disse na nesta sexta-feira (24) que somente após esta análise jurídica do caso, os nove vereadores contrários à participação da base do prefeito vão se reunir para decidir qual será o próximo passo.

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“Nós só vamos tomar uma decisão na segunda-feira (27) porque tem dois vereadores nossos em Brasília consultando advogados para saber se isso não irá trazer prejuízo jurídico, ou seja, dar munição para eles paralisarem a CPI”, explicou o parlamentar oposicionista.

Os vereadores que assinaram a CPI afirmam que Adevair Cabral (PSDB), escolhido para ser relator da investigação, e Mário Nadaf (PV), como membro, assinaram o pedido apenas com o objetivo de fazer parte da comissão e, com isso, ‘melar’ o trabalho da oposição.

“Porque de repente você entra e é tudo que eles querem para paralisar [as investigações]”, observou Toninho.

CPI do Paletó

A Câmara de Cuiabá vai investigar o prefeito Emanuel Pinheiro por suposto recebimento de propina do ex-governador Silval Barbosa (sem partido) na época em que era deputado estadual.

A entrega do dinheiro foi gravada em vídeo que foi entregue pelo ex-governador Silval Barbosa à Procuradoria-Geral da República (PGR) em um acordo de delação premiada.

A CPI seguirá duas linhas de investigação, uma referente à sua conduta como chefe do Executivo municipal e outra como vão avaliar o vídeo da suposta propina, que recebeu das mãos de Silvio Correa, ex-chefe de Gabinete de Silval, que teria ocorrido enquanto Emanuel era deputado, além dos indícios de obstrução à Justiça, que teria ocorrido já em seu primeiro ano como prefeito de Cuiabá. Nesse caso, a adulteração da gravação de uma conversa entre o ex-secretário de Estado, Alan Zanatta e Silvio Corrêa, teria o intuito de anular a delação do ex-chefe de Gabinete e inocentar Emanuel.

 

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