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Adevair Cabral é acusado de liberar testemunha da CPI do Paletó sem autorização do presidente da comissão.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O vereador Diego Guimarães (PP) e representantes da Ong Moral protocolaram, na manhã desta quinta-feira (8), o pedido de afastamento do vereador Adevair Cabral (PSDB) da relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito denominada de CPI do Paletó – que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) por quebra de decoro.
O pedido de afastamento de Adevair Cabral está baseado na suspeita de obstrução da Justiça, já que ele recebeu documento adiando a oitiva da primeira testemunha da investigação, o ex-assessor Valdecir Cardoso de Almeida, que instalou a câmera para filmar deputados no gabinete de Silvio Corrêa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (sem partido) recebendo dinheiro, supostamente propina.
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“Sendo assim, afigura-se imprescindível a instauração de procedimento disciplinar, a fim de que seja apurada se conduta praticada pelo eminente vereador Adevair Cabral transgrediu aquilo disposto no Código de Ética desta Casa de Leis”, diz trecho do requerimento de Diego Guimarães.
Já para Ong Moral, Adevair tentou fraudar o processo investigatório ao aceitar em seu gabinete um ofício endereçado ao presidente da CPI. Além disso, não comunicou com antecedência que o servidor Valdecir não iria comparecer à oitiva do dia 8 de janeiro por causa de uma viagem em família. Por esse motivo, a Ong quer também a cassação do mandato dele.
“Ante ao exposto, vem a requerente pedir que seja instaurado processo Disciplinar contra o vereador municipal de Cuiabá requerido, nos temos da Lei Orgânica do Município de Cuiabá nos termos da Câmara de Cuiabá. (...) A representação é por quebra de decoro parlamentar pelo vereador, realizando as diligências que julgar necessárias e posteriormente seja designada pela Comissão de Ética subcomissão com fito de conduzir e instruir o Processo Disciplinar para ao final formular Projeto de Resolução para a declaração da perda do mandato do vereador Adevair Cabral, a ser apreciado pelo Plenário da Comissão de Constituição e Justiça [CCJ]”, afirma a Ong Moral no documento.
Pedidos de afastamento
Ainda durante a sessão da CPI, que ocorreu na manhã de quarta-feira (7), o vereador Felipe Wellaton também requereu o afastamento do relator da comissão. Ele foi seguido por Gilberto Figueiredo (PSB), que pediu que as condutas, tanto da secretária que recebeu o ofício, quanto do vereador tucano sejam apuradas.
Dilemário Alencar (Pros), Diego Guimarães e Wellaton também solicitaram que Valdecir encaminhe cópias dos comprovantes da suposta viagem e que a funcionária de Adevair seja convocada pela CPI a prestar esclarecimentos a respeito da pessoa que entregou o ofício, uma vez não ter sido a própria testemunha.
O presidente da CPI, Marcelo Bussiki, ainda apontou possível fraude na apresentação do ofício, uma vez que a assinatura no documento não é compatível com a assinatura e rubrica do comunicado de intimação para comparecer à oitiva, assinado por Valdecir em 11 de janeiro.












