RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Falta apenas uma assinatura para que os vereadores, do bloco de oposição da Câmara de Cuiabá, consigam instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), flagrado em vídeo recebendo propina para apoiar o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), na época em que era deputado estadual.
“O pedido não tem prazo e, neste momento, vamos aguardar novos acontecimentos para conseguir a nona assinatura”, disse Marcelo Bussiki.
Até o momento, oito parlamentares já assinaram o documento. São necessárias nove assinaturas para investigar o prefeito por quebra de decoro, mesmo tendo ocorrido no mandato de deputado estadual.
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Mesmo com a solicitação de CPI travada na Câmara, o vereador Marcelo Bussiki – autor do pedido – afirmou que não há uma data estipulada para que o documento seja protocolado e que os parlamentares que assinaram o documento aguardam apenas fatos novos, que devem surgir por meio das investigações, para conseguir a última assinatura e protocolar a CPI junto à Mesa Diretora do Legislativo.
“O pedido não tem prazo e, neste momento, vamos aguardar novos acontecimentos para conseguir a nona assinatura”, disse o parlamentar.
“O pedido não tem prazo e, neste momento, vamos aguardar novos acontecimentos para conseguir a nona assinatura”, disse o parlamentar.
Além de Bussiki, a solicitação de CPI também conta com as assinaturas dos vereadores Abílio Brunini (PSC), Joelson Amaral (PSC), Elizeu Nascimento (PSDC), Felipe Wellaton (PV), Dilemário Alencar (Pros) e Gilberto Figueiredo (PSB).
O último a assinar o requerimento foi o vereador Diego Guimarães (PP) sob argumento de que surgiram “fatos novos” depois que a perícia da Polícia Federal apontou uma possível edição no conteúdo da gravação que não corresponde com a transcrição do áudio da conversa gravada na casa do ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Corrêa, pelo o ex-secretário de Minas e Energia do Estado, Alan Zanatta.
A gravação foi encontrada na casa do prefeito, durante a Operação Malebolge, em setembro, que tentava provar que o vídeo apresentado na delação de Silval Barbosa seria uma “armação”.
CPI do paletó
O pedido de CPI acorreu, em agosto deste ano, depois que Emanuel Pinheiro apareceu em um vídeo, divulgado pela TV Globo, enchendo os bolsos do paletó de dinheiro supostamente oriundo e propina.
As imagens foram entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e sua família por meio de um acordo de delação premiada.














Marcio Eça 04/11/2017
Putz que novidade
1 comentários