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22 de Agosto de 2018, 07h:30 - A | A

PODERES / DÍVIDA COM FORNECEDORES

Taques nega calote e segue com parcelamento em 11 vezes

Governador afirmou ainda que fornecedores que aderirem primeiro ao decreto para receber os pagamentos em 11 parcelas, terão prioridade no repasse.

RepórterMT

Decreto do governador Pedro Taques prevê parcelamento de dívidas a fornecedores em 11 vezes.

Decreto do governador Pedro Taques prevê parcelamento de dívidas a fornecedores em 11 vezes.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) descartou que exista a possibilidade de calote a empresas que não aderirem ao parcelamento proposto por meio de um decreto na semana passada. O parcelamento deve atingir cerca de R$ 500 milhões de dívidas do Estado que podem ser divididas em até 11 vezes.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), afirmou na segunda-feira (20), que seria necessário convocar o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, para prestar esclarecimentos e chegou a levantar a possibilidade de os deputados suspenderem o decreto baixado por Taques.

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“Eu respeito a posição do presidente da Assembleia Legislativa. Os deputados são independentes. Existem casos na Constituição em que o Legislativo pode sustar decretos do Poder Executivo,  cabe a eles entenderem se é o caso ou não. Eu entendo que o decreto está bem explicado”, respondeu o governador na terça-feira (21).

“Eu respeito a posição do presidente da Assembleia Legislativa. Os deputados são independentes. Existem casos na Constituição em que o Legislativo pode sustar decretos do Poder Executivo, cabe a eles entenderem se é o caso ou não. Eu entendo que o decreto está bem explicado”, respondeu o governador.

Ao instituir 11 parcelas o Estado não precisaria do aval da Assembleia Legislativa, conforme ocorre em parcelamentos a partir de 12 vezes.

Taques afirmou que a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) vem dialogando com os fornecedores e que todos os restos a pagar serão quitados.

“Nós conversamos com vários fornecedores, a Secretaria de Fazenda tem um grupo para conversar com vários fornecedores. Nós vamos pagar a todos”, declarou.

A questão se tornou polêmica por prever que as dívidas podem se tornar obrigação de outro governador, caso Taques não consiga se reeleger em outubro. O governador é candidato e tem como principais adversários o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) e o senador Wellington Fagundes (PR).

Mendes vem criticando os valores consideráveis da dívida pública de Mato Grosso, que iniciou 2018 com R$ 2,8 bilhões de restos a pagar. De acordo com a Sefaz, cerca de R$ 700 milhões eram referentes aos salários de dezembro de 2017 e foram quitados em janeiro deste ano, R$ 700 milhões eram de outros credores e também foram pagos, e outros R$ 600 milhões seriam referentes a operações de crédito em investimentos feitos no Estado.

O governador Pedro Taques afirmou que empresas que aderirem ao programa previsto pelo decreto terão preferência nos pagamentos, entre outros benefícios.

“Sim, nós temos a possibilidade de desconto, de leilão reverso. Têm várias possibilidades que estão ali assentadas”, disse o tucano.

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