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Cuiabá, 18 de Junho de 2026
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21 de Agosto de 2018, 14h:20 - A | A

PODERES / DENÚNCIA DE CAIXA 2

Taques crê que campanha à reeleição segue sem abalo por delação de Alan Malouf

O empresário Alan Malouf, réu da Operação Rêmora disse que teria arrecadado cerca de R$ 10 milhões em caixa dois para a campanha de Pedro Taques em 2014.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



Diante da divulgação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o acordo de delação premiada do empresário Alan Malouf, sócio do Buffet Leila Malouf, que afirmou em depoimento a existência de caixa dois na campanha de 2014 do governador Pedro Taques (PSDB), o tucano declarou à imprensa, nesta terça-feira (21), que o fato não traz novidades e que ele não teme que a situação abale de alguma forma sua campanha de reeleição ao Governo do Estado.

“Em absoluto, porque o cidadão me conhece , sabe o que fiz. Tudo o que  foi arrecadado foi declarado e eu não tenho absolutamente nada a ver com a questão da Seduc", declarou Taques em referência às investigações de fraudes em licitações da Secretaria de Educação, que tornaram Alan Malouf réu, no âmbito da Operação Rêmora.

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"Tudo o que foi arrecadado foi declarado e eu não tenho absolutamente nada a ver com a questão da Seduc", declarou Taques.

A homologação da delação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, em reportagem que destaca que o empresário afirma ter arrecadado R$ 10 milhões para o caixa dois da campanha de Taques, o que foi negado pelo governador.

“Isso não é fato. Que eu fiz reuniões com Alan eu fiz, mas não sei o número de reuniões. Ele ajudou na campanha, todo mundo sabe, mas ele não era o financeiro. Em absoluto. Ele apresentou alguns empresários e a contribuição foi dentro da legalidade. A  respeito de campanha eleitoral está tudo definido na Justiça Eleitoral”, argumentou Taques.

O tucano ainda rechaçou a possibilidade de que o ex-secretário de Gestão e da Casa Civil Julio Modesto tenha operado a suposta conta de caixa 2 durante a campanha de 2014.

“O Júlio Modesto é uma pessoa séria e decente. Foi um grande secretário. Na campanha ele fazia o administrativo da campanha, organização administrativa, absolutamente nada que possa ter nenhum prejuízo com a sua idoneidade”, alegou.

 

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