Cuiabá, 12 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
12 de Setembro de 2026

25 de Junho de 2017, 20h:45 - A | A

PODERES / TRANSFERÊNCIA DE RECURSO

Taques diz que ainda avalia usar Fethab para Saúde e nega que obras sejam prejudicadas

O governador diz que ainda está conversando com os prefeitos e tem o apoio dos deputados para fazer uso da medida para quitar dívidas do setor da saúde.

RepórterMT

Taques garante que obras no interior não serão prejudicadas.

Taques garante que obras no interior não serão prejudicadas.

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) declarou que ainda não "bateu o martelo" quanto ao uso de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para a Saúde do Estado e argumentou, que se a medida for necessária para custear o setor, as obras custeadas com o fundo não serão prejudicadas.

“Ainda estamos conversando com prefeitos, empresários e diversos setores e não está nada decidido sobre isso. Já fizemos reunião com 19 deputados, estamos avançando nas negociações”, disse o governador.

“Caso aceita a proposta nenhuma obra será prejudicada", afirmou.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

A situação, segundo o tucano, está sendo discutida com o objetivo de buscar um consenso.

“Ainda estamos conversando com prefeitos, empresários e diversos setores e não está nada decidido sobre isso. Já fizemos reunião com 19 deputados, estamos avançando nas negociações”, disse o governador durante vistoria da obra da trincheira, que está sendo construída entre as rodovias MT-010 (Estrada da Guia) e MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro) nesta sexta-feira (23).

A medida tem o apoio de boa parte da bancada estadual, que tentam viabilizar cerca de R$ 260 milhões retirados do Fethab para direcionar a Saúde.

“Montamos uma comissão para estudar a saúde e criar uma solução que resolva, ou pelo menos amenize o caos na saúde pelos próximos anos”, disse o presidente da Assembleia.

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), afirmou que os deputados estão estudando a proposta.

“Montamos uma comissão para estudar a saúde e criar uma solução que resolva, ou pelo menos amenize o caos na saúde pelos próximos anos”, disse o presidente da Assembleia.

De acordo com a proposta do Governo, do Fethab Commodities, cujos valores são arrecadados em impostos pagos pelo agronegócio e utilizados na manutenção de estradas, serão retirados R$ 140 milhões. Já do fundo arrecadado com óleo diesel, o Executivo e os demais poderes abrirão mão de R$ 100 milhões e R$ 20 milhões, respectivamente. Ao total, a receita do Fethab para este ano é de R$ 1,6 bilhão.

Rejeição

Desde o início deste mês o assunto tem sido motivo de polêmica, porque o governador relata a necessidade de saldar os repasses aos hospitais regionais e unidades de saúde.

A possibilidade tem provocado manifestação contrária por parte de empresários do agronegócio, transporte, combustíveis e prefeitos do interior. Eles alegam que se a medida for adotada poderia prejudicar os investimentos em obras dos municípios, já que parte do recurso é destinado às prefeituras para investimento neste setor.

Houve menção da Equipe Econômica do Governo de aumentar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre óleo diesel e de suspender o crédito referente à distribuição do óleo diesel no valor de R$ 0,21 centavos, o mesmo valor da cobrança do Fethab para aumentar a arrecadação do Estado por meio do diesel. 

Os Sindicatos das Empresas de Transportes de Carga (Sindmat) e dos Varejistas de Derivados de Petróleo (Sindipetróleo) contestam e argumentam que não têm condições de custear qualquer oneração de imposto, que se ocorrer será repassada ao consumidor.

O setor produtivo defende que os recursos do Fethab continuem a ser destinados à manutenção da malha viária.

 

 

 

Comente esta notícia

pedro paulo 26/06/2017

MAIS UMA MENTIRA! o dinheiro do FETHAB já não seria suficiente nem para as obras! como vai usar na saúde sem prejudicar as obras? usa na saúde porq é mais urgente e pronto!

positivo
1
negativo
0

1 comentários