RepórterMT

O governador Pedro Taques disse que o Estado não tem a obrigação de repassar recursos aos hospitais filantrópicos e não aceita trabalhar sob pressão.
FLÁVIA BORGES
CAROL SANFORD
O governador Pedro Taques (PSDB) voltou a falar nesta quinta-feira (16) que o Estado não tem a obrigação de custear as despesas dos cinco hospitais filantrópicos de Mato Grosso e garantiu que não aceita trabalhar sob pressão, em referência às ameaças de paralisação nos atendimentos dessas unidades de saúde.
Ele explica que, mesmo sem ter a “obrigação”, fechou um acordo de repassar durante três meses um montante de R$ 3,5 milhões para atender o Hospital Geral Universitário, Santa Helena, Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, Santa Casa de Rondonópolis e Hospital de Câncer.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
“Não cabe ao Estado dar dinheiro para os hospitais filantrópicos. Apesar disso, nós fizemos um acordo e durante três meses nós desembolsamos R$ 3,5 milhões. Aliás, nós estamos pagando 100% das UTIs dos filantrópicos de Mato Grosso. O que eu não aceito é pressão. Não trabalho sob pressão”, garantiu o chefe do Executivo.
"Estamos pagando 100% das UTIs dos filantrópicos de Mato Grosso. O que eu não aceito é pressão. Não trabalho sob pressão", garantiu o chefe do Executivo.
Taques afirmou que uma nova reunião será realizada para debater o problema e tentar chegar a um acordo.
“São importantes. Queremos que abram a planilha para saber quanto estão gastando ali. Vamos fazer uma nova reunião para saber quanto estão gastando. Nós estamos repassando para os municípios de Cuiabá e de Rondonópolis. Nenhum governador repassou mais dinheiro para os municípios do que a nossa gestão. Vamos resolver isso, mas precisamos falar a verdade”, disse.
Os hospitais filantrópicos cobram repasses financeiros na ordem de R$ 12,7 milhões.
"O Estado não pode ser responsável a quem não lhe pertence. O Governo repassa os valores aos municípios, que devem repassar aos hospitais. Aumentamos os repasses aos municípios, mas os hospitais filantrópicos estão ameaçando paralisar os serviços. Com ameaça, não trabalhamos. Vamos fazer novo acordo, mas não podemos ajudar da maneira como desejam. Ajudamos os filantrópicos e faltou dinheiro para os regionais, mas não vamos lavar as mãos", concluiu o governador.














