CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO
Por decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi prorrogado por mais 45 dias o prazo para a conclusão do inquérito que investiga supostos crimes cometidos a mando do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP), de uma organização criminosa no alto escalão do Governo do Mato Grosso entre 2006 e 2014.
A investigação envolve suspeitas de corrupção, operação clandestina de instituição financeira, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro. A determinação é do dia 2 de março e atende o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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As investigações iniciadas há seis meses partiram de denúncias feitas durante oitivas do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, que fechou acordo de delação premiada.
O inquérito também apura a participação dos conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), José Carlos Novelli, Antônio Joaquim Moraes, Waldir Júlio Teis, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida e ainda o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que na época era deputado estadual.
Na ocasião, Silval revelou esquemas de cobrança de propina, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, tanto por parte dele e seus secretários, contra empresários, quanto de deputados e conselheiros do Tribunal de contas do Estado, para que programas de Governo não fossem afetados.
A delação do ex-secretário de Casa Civil, Pedro Nadaf, também foi utilizada como fonte para o processo que segue em segredo de Justiça.
O acordo também se estendeu aos familiares do ex-governador, sendo a mulher, Roseli Barbosa, o filho, Rodrigo Barbosa, e o irmão, Antônio Barbosa, além do ex-chefe de gabinete, Silvio Corrêa.
O processo é investigado pelo STF, por prerrogativa de foro do ministro Blairo Maggi. Porém outras ações ainda serão protocoladas e novos depoimentos devem ser colhidos para continuidade da ação.
“Ainda existem núcleos fáticos descritos pelos colaboradores cuja instrução sequer foi iniciada”, disse Fux justificando a decisão de prorrogar o encerramento do inquérito.
Para Fux, devido à “grandiosidade” da delação da família Barbosa envolvendo dezenas de autoridades, o processo ainda tem muitos desdobramentos a serem feitos e concluídos.
“Após o aprofundamento da investigação de todos os núcleos fáticos pertinentes é que se poderá identificar com maior clareza quais abrigam indícios concretos do envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal e qual o nível de conexão entre uns e outros a justificar o desmembramento ou a excepcional reunião da apuração”, afirmou Fux.
Delação monstruosa
Segundo o ex-governador Silval Barbosa, conselheiros do TCE chegaram a cobrar R$ 53 milhões para não paralisar obras do MT Integrado.
Já os deputados estaduais teriam recebido R$ 600 mil, cada, para que apoiassem a gestão. Pelo menos onze parlamentares foram gravados recebendo propina no Palácio Paiaguás.
A delação também incluiu o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), apontado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como o líder de diversos esquemas.
Silval contou que só obteve apoio de Maggi para ser candidato ao Governo, em 2010, após aceitar herdar as dívidas de seu antecessor.
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Carlos Nunes 21/03/2018
Ih! Parece que, quando a turma perder a imunidade parlamentar, o foro privilegiado, deixarem os mandatos...virá uma chuva de acusações, investigações, etc. Isso em todo o Brasil...a Justiça acordou. Cadeia no Brasil não é mais só pra pobre, p... e p... Agora também é pra ex-presidente, ex-governador, ex-ministro, ex alguma coisa. Quando o Lula for pra cadeia...a turma vai pensar: se ele, que era intocável, dizia ser o cara mais honesto do pais, foi...nós vamos também. Pra todas as pessoas que farão ainda delação premiada, a gente só pode pedir uma coisa: CONTEM TUDO! SALVEM O BRASIL! SALVEM MATO GROSSO! AINDA HÁ TEMPO!
1 comentários