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08 de Março de 2020, 18h:45 - A | A

PODERES / CPI DO PALETÓ

Servidor que ajudou Silval gravar deputados recebendo suposta propina depõe nesta segunda

Valdecir Cardoso será o terceiro convocado a ser ouvido novamente na Comissão Parlamentar Inquérito

RepórterMT/Reprodução

Valdecir Cardoso de Almeida, que assessorava o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Corrêa

Valdecir Cardoso de Almeida, que assessorava o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Corrêa

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



O servidor da Assembleia Legislativa, Valdecir Cardoso de Almeida, que assessorava o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Corrêa, será ouvido nesta segunda-feira (09) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó.

Valdecir foi responsável por instalar a câmera usada para a gravação dos deputados recebendo maços de dinheiro que seria propina.

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No último depoimento na Câmara de Cuiabá, em 2018, o servidor negou ter instalado a câmera, alegou que só enquadrou o equipamento.

Na oitiva, ele defendeu o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), investigado por suposta quebra de decoro, devido ao possível recebimento de propina, enquanto deputado estadual.

Valdecir argumentou que não sabia que ocorria pagamento de propina a deputados no gabinete de Silvio Corrêa.

Eles e outros depoentes foram convocados novamente após a CPI ter retomado os trabalhos e convocados novos membros.

O próximo que será ouvido é o ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta, no próximo dia 16.

Histórico

A CPI começou os trabalhos em 2017, mas no mesmo ano a apuração foi suspensa devido a possíveis irregularidades na composição dos membros. No ano passado retomou com novos integrantes, mas foi suspensa pela Justiça novamente.

Em janeiro, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Helena Maria Bezerra Ramos, revogou liminar e autorizou a retomada da CPI. A Procuradoria da Câmara recorre da decisão. 

O objetivo da comissão é apurar em que circunstâncias o vídeo em que Emanuel, na ocasião deputado estadual, aparece recebendo maços de dinheiro do então chefe de gabinete do governo Silval Barbosa, Sílvio Correa, que disse que trata de mensalinho pago a deputados para garantir governabilidade de Silval no Legislativo estadual.

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