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19 de Junho de 2020, 17h:00 - A | A

PODERES / AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO

Secretário de Saúde de Cuiabá diz que lockdown não é o melhor caminho neste momento

Em frente ao Fórum de Várzea Grande, Luiz Antônio Possas de Carvalho falou sobre os caminhos para o enfrentamento à covid-19 e apontou a causa da superlotação das unidades de saúde no início da tarde desta sexta-feira (19).

RepórterMT/Reprodução

Secretário de saúde fala sobre caminhos de enfrentamento ao novo coronavírus em frente ao Fórum de VG.

Secretário de saúde fala sobre caminhos de enfrentamento ao novo coronavírus em frente ao Fórum de VG.

MÁRIO ANDREAZZA
DA REDAÇÃO



O secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, disse na tarde dessa sexta-feira (19) em frente ao Fórum de Várzea Grande, pouco antes da audiência de conciliação com o Ministério Público (MPE), marcada pelo juiz da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, José Luiz Lindote, que não acredita que o lockdown (fechamento compulsório do comércio municipal) seja o melhor caminho nesse momento para as duas maiores cidades de Mato Grosso.

Nessa audiência participam além do secretário de Saúde da Capital, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), técnicos do Comitê Municipal de Enfrentamento ao novo Coronavírus, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (DEM), e o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, representando o governador Mauro Mendes.

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Possas ressaltou que apesar de não ser a favor do lockdown, fechar alguns setores não essenciais seria relevante nesse momento para diminuir a proliferação do novo coronavírus. Para o secretário o melhor caminho é a discussão entre as autoridades e a análise do estudo epidemiológico levado para a audiência para todos juntos chegarem num senso comum.

“Nessa audiência, vamos chegar a um denominador comum, para ver se decretamos ou não o lockdown. Não acredito que esse seja o melhor caminho agora para as duas cidades, mas, sim, fechar alguns setores que não são essenciais e que estão efetivamente causando os problemas de controle de sanitário. Então acho que o melhor caminho é esse, conversar, ver com o Ministério Público, trouxemos todo nosso estudo epidemiológico e também a relação de quais setores que estão ocasionando maior descontrole e os que obedecem a biossegurança. [...] não seria salutar hoje você fechar setor que abriu há uma semana, mas caberá ao judiciário decidir sobre isso, depois de colocar os motivos e as posições tanto de Cuiabá como de Várzea Grande” explicou Carvalho.

Outra posição importante do secretário foi o fato de atribuir aos municípios do interior à lotação das unidades de saúde, principalmente UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) da Capital, quando deixou claro que enquanto “Cuiabá e Várzea Grande estavam fazendo seu dever de casa e dando o sacrifício à população”, algumas cidades continuaram funcionando normalmente e agora pacientes ‘de fora’ estão saturando os hospitais.

“Mato Grosso deixou algumas cidades em aberto, enquanto estávamos fazendo dever de casa, dando um sacrífico à população e ao setor econômico, e algumas cidades ficaram liberadas e agora estão causando à grande Cuiabá toda essa lotação, toda essa saturação do sistema das UTIs”, relatou o secretário de saúde.

Possas finaliza comunicando que a partir de quarta ou quinta-feira da próxima semana 20 novos leitos de UTI serão abertos nas unidades de saúde de Cuiabá, ainda com a possibilidade de outras 10 vagas, caso o governador Mauro Mendes cumpra com o acordo e repasse mais 10 respiradores para a Capital, fechando 30 novas vagas de UTI, o que segundo Carvalho “já daria uma desafogada, uma melhorada no panorama (da saúde) que está tão apreensivo nesse momento”.

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