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Cuiabá, 19 de Junho de 2024
19 de Junho de 2024

11 de Junho de 2024, 07h:00 - A | A

PODERES / APÓS OPERAÇÃO DO GAECO

“Se dependesse de mim, estavam na rua”, diz Mauro sobre servidores que facilitam entrada de celulares em presídios

Na semana passada, policial penais e advogados foram alvos do Gaeco por esquema para entregar celulares à presos.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



O governador Mauro Mendes (União Brasil) disse nesta segunda-feira (10) que se dependesse dele, todos os servidores do sistema penitenciário envolvidos em esquemas para facilitar a entrada de celulares em unidades penitenciárias deveriam ser demitidos imediatamente. Mas, ao contrário disso, o que legislação brasileira prevê é que os acusados respondam a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conduzido por uma comissão de servidores, que decidirá qual a punição deverá ser aplicada.

Na última quinta-feira (06), o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Pandora, que teve comm alvo policiais penais e advogados envolvidos em um esquema que permitia que lideranças de facções tivessem acesso a aparelhos celulares. Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres.

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Em um dos casos apontados pela investigação, foi constatado que um freezer novo entregue na Penitenciária Central do Estado (PCE) teve a parte interna toda preparada para receber os celulares que eram utilizados pelos presos para praticar e mandar executar vários crimes fora da cadeia. Três advogados, que estariam envolvidos no esquema, tiveram o direito de exercício profissional suspenso por determinação da Justiça.

“Você pega um agente tentando entrar com celular dentro do presídio. 'Por que não manda ele embora, governador?' Porque a lei brasileira não me permite. Se dependesse de mim, se fosse de uma empresa privada, no outro dia ele estava na rua. Mas aqui não, a lei diz que tem que abrir um PAD, aí não sei o que, quem julga esse PAD é uma comissão de servidores. Não é o governador que faz essa lei, não, gente. Quem faz essa lei ou é a Assembleia Legislativa ou é o Congresso Nacional”, afirmou o governador em entrevista à rádio CBN Cuiabá.

Mauro destacou que mesmo estando presos há vários anos, os principais líderes do crime organizado no país dão ordens que são cumpridas do lado de fora das penitenciárias. Citou como exemplo o caso de Marcola, líder do PCC, preso há mais de 20 anos em um presídio federal de segurança máxima e que, no entanto, continua "dando as cartas" na facção.

“E não vamos longe, não, o Sandro Louco está preso aqui em Mato Grosso vai fazer 30 anos e continua comandando a organização criminosa”, prosseguiu.

O governador destacou, por fim, que os índices de criminalidade no Brasil só têm aumentado nos últimos 40 anos, o que demonstra que as punições existentes atualmente não são suficientes para fazer frente ao poder das facções.

“Então existe um monte de problemas, de óbices que dificulta implementar medidas para botar freio no crescimento dessa marginalidade no país. Se nós não acordarmos para isso e mudar essas leis, colocar leis mais duras e inteligentes, dificilmente nós vamos ganhar essa guerra”, concluiu.

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