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Cuiabá, 20 de Junho de 2024
20 de Junho de 2024

08 de Novembro de 2022, 17h:12 - A | A

PODERES / ATAQUE EM RESTAURANTE

"Repugnante", diz presidente do TRE sobre ofensas xenofóbicas contra juíza

Clara da Mota registrou boletim de ocorrência contra dirigente brasileiro da petrolífera britânica British Petroleum (BP)

THAIZA ASSUNÇÃO
DO REPÓRTER MT



O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, classificou como “repugnante” as ofensas xenofóbicas feitas contra a juíza federal Clara da Mota Santos Pimenta Alves, por um dirigente brasileiro da petrolífera britânica British Petroleum (BP).

O caso ocorreu na última sexta-feira (4), em um restaurante de Cuiabá. A magistrada registrou um boletim de ocorrência contra o acusado.

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Clara  integrou o TRE/MT  até setembro deste ano, como juíza-membro titular. Atualmente, é auxiliar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

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“Quero manifestar a minha solidariedade a doutora Clara da Mota Santos Pimenta Alves, Juíza Federal, e que integrava até dias atrás esta Corte Eleitoral, pelas agressões verbais sofridas contra a sua pessoa e de sua família, por um indivíduo que certamente não tem as raízes mato-grossense. É repugnante a discriminação que vem assolando este país por causa de viés político”, disse o presidente.

“Cada um de nós tem a responsabilidade pelo futuro e de promover a pacificação e, para isso, devemos começar a registrar esses fatos, essas agressões, e processar os seus autores. Receba a minha solidariedade, doutora Clara, e esteja certa que é assim que se deve agir mesmo: punindo os transgressores”, acrescentou.

A declaração foi dada em sessão realizada na manhã desta terça-feira (8) e teve adesão dos demais membros da Corte Eleitoral e da Procuradoria Regional Eleitoral. 

"Também estou de acordo. Por seu uma mulher é maior a covardia", disse a vice-presidente e corregedora regional eleitoral do TRE-MT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, única mulher a integrar a equipe.

O caso

No boletim de ocorrência, a magistrada disse que o executivo teria atribuído a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Bahia, seu estado de origem.

Conforme a juíza, ele disse que a Bahia “não produz nada” e “não possui PIB”.

Clara estava no local acompanhada de suas duas filhas pequenas, e afirmou que o executivo sabe de sua origem e de sua ocupação, já que suas filhas convivem juntas há mais de dois anos.  

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