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08 de Novembro de 2022, 17h:12 - A | A

PODERES / ATAQUE EM RESTAURANTE

"Repugnante", diz presidente do TRE sobre ofensas xenofóbicas contra juíza

Clara da Mota registrou boletim de ocorrência contra dirigente brasileiro da petrolífera britânica British Petroleum (BP)

Reprodução

O presidente do TRE/MT, Carlos Alberto Alves da Rocha

O presidente do TRE/MT, Carlos Alberto Alves da Rocha

THAIZA ASSUNÇÃO
DO REPÓRTER MT



O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, classificou como “repugnante” as ofensas xenofóbicas feitas contra a juíza federal Clara da Mota Santos Pimenta Alves, por um dirigente brasileiro da petrolífera britânica British Petroleum (BP).

O caso ocorreu na última sexta-feira (4), em um restaurante de Cuiabá. A magistrada registrou um boletim de ocorrência contra o acusado.

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Clara  integrou o TRE/MT  até setembro deste ano, como juíza-membro titular. Atualmente, é auxiliar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

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“Quero manifestar a minha solidariedade a doutora Clara da Mota Santos Pimenta Alves, Juíza Federal, e que integrava até dias atrás esta Corte Eleitoral, pelas agressões verbais sofridas contra a sua pessoa e de sua família, por um indivíduo que certamente não tem as raízes mato-grossense. É repugnante a discriminação que vem assolando este país por causa de viés político”, disse o presidente.

“Cada um de nós tem a responsabilidade pelo futuro e de promover a pacificação e, para isso, devemos começar a registrar esses fatos, essas agressões, e processar os seus autores. Receba a minha solidariedade, doutora Clara, e esteja certa que é assim que se deve agir mesmo: punindo os transgressores”, acrescentou.

A declaração foi dada em sessão realizada na manhã desta terça-feira (8) e teve adesão dos demais membros da Corte Eleitoral e da Procuradoria Regional Eleitoral. 

"Também estou de acordo. Por seu uma mulher é maior a covardia", disse a vice-presidente e corregedora regional eleitoral do TRE-MT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, única mulher a integrar a equipe.

O caso

No boletim de ocorrência, a magistrada disse que o executivo teria atribuído a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Bahia, seu estado de origem.

Conforme a juíza, ele disse que a Bahia “não produz nada” e “não possui PIB”.

Clara estava no local acompanhada de suas duas filhas pequenas, e afirmou que o executivo sabe de sua origem e de sua ocupação, já que suas filhas convivem juntas há mais de dois anos.  

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