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10 de Maio de 2018, 10h:07 - A | A

PODERES / PRISÕES DE PRIMOS

'Querem jogar o nome de minha família no lixo', reclama governador

O governador Pedro Taques se referiu às prisões na Operação Bônus de seus primos, Pedro Jorge Zamar Taques e o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques.

RepórterMT

O governador Pedro Taques argumentou que não pode ser julgado por fatos que não cometeu.

O governador Pedro Taques argumentou que não pode ser julgado por fatos que não cometeu.

CAROL SANFORD
DA REPORTAGEM



Questionado sobre ações ilícitas do advogado e ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, preso na quarta-feira (09), por participação em esquema de desvio de dinheiro público do Detran, o governador Pedro Taques (PSDB) declarou nesta quinta-feira (10), que não irá julgar o fato sem conhecer o processo e reclamou que estão querendo jogar o nome da família dele “no lixo”.

“Ninguém está acima da lei. Agora, não posso ser julgado por fatos  que não cometi e minha família está aqui desde 1720. Não vou permitir que aqueles que roubaram Mato Grosso possam enxovalhar minha família”, ressaltou.

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O governador voltou a argumentar que não tem compromisso com erros de quem quer que seja e que os dois primos presos na Operação Bônus, Paulo Taques e Pedro Jorge Zamar Taques devem responder pelos crimes dos quais são acusados, mesmo assim o tucano evitou fazer pré-julgamentos e afirmou ter cortado relações com o ex-secretário da Casa Civil, negando qualquer influência no Governo do Estado.

“Ninguém está acima da lei. Agora, não posso ser julgado por fatos que não cometi e minha família está aqui desde 1720. Não vou permitir que aqueles que roubaram Mato Grosso possam enxovalhar minha família”, ressaltou.

“Eu não converso com o Paulo Taques há quase um ano. Não há nenhuma influência dele no Governo, tanto que  todas as áreas foram preenchidas. Agora, precisa provar qual ato foi esse e qual ato o nosso Governo praticou de errado”, rebateu ao responder sobre a possível continuidade do esquema de desvio de dinheiro em sua gestão.

À imprensa, o governador ainda argumentou que sua gestão tomou todas as medidas necessárias junto aos órgãos de controle, referente ao contrato firmado, por 20 anos, entre a EIG Mercados e o Detran. Segundo Taques o contrato de prestação de serviço pelo qual a empresa recebe R$ 36 milhões anualmente, não foi rompido por impedimento judicial que apontou a necessidade de pagamento de multa exorbitante.

“Eu não converso com o Paulo Taques há quase um ano. Não há nenhuma influência dele no Governo, tanto que todas as áreas foram preenchidas".

“Todo os atos estão no decreto de intervenção em que determinamos auditoria. Diminuiu o preço, fomos para cima, mas existe ação da Justiça em que o Poder Judiciário decidiu que não era para anular o contrato, sob pena de pagamento de multa, então o que o Governo do Estado poderia fazer ele fez”, justificou.

R$ 2,6 milhões em propina

Conforme as investigações do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), Paulo Taques teria recebido R$ 2,6 milhões em propina para manter o contrato da EIG Mercados com o Detran no Governo Pedro Taques (PSDB), primo do advogado.

A informação consta no depoimento de um dos delatores da Operação Bereré, o sócio da EIG Mercados, José Ferreira Gonçalves Neto, um dos documentos utilizados para embasar a decisão do desembargador José Zuquim, ao autorizar a prisão de Paulo Taques.

No documento, o desembargador destacou que Paulo Taques, o irmão dele, Pedro Zamar e o empresário Valter José Kobori, ex-diretor da EIG Mercados, se valeram do poder político que iriam deter, após a eleição de Taques (em 2014), para solicitar pagamento de propina da empresa para a manutenção do contrato. O advogado ocupou o cargo de chefe da Casa Civil de janeiro de 2015 a maio de 2017.

Operação Bônus

A Operação Bônus desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), é o desdobramento da Operação Bereré, a partir dos depoimentos dos envolvidos ouvidos na primeira fase da ação, em fevereiro.

Foram expedidos, pelo desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF).

Entre os presos também está o deputado estadual Mauro Savi, apontado como líder do esquema.

Operação Bereré

A Operação Bereré surgiu a partir da delação premiada do ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o “Doia".

A Operação bereré foi desencadeada no dia 19 de fevereiro, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que vasculhou a Presidência da Assembleia, bem como o gabinete de Savi, além das casas dos dois parlamentares. A casa de Savi localizada em Sorriso também foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Leia mais:

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Fpestragado 10/05/2018

Quando meu dia estiver ruim, vou lembrar que vc acredita em honestidade do Pedro Taques. Logo meu dia estará melhor!

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Maria Auxiliadora 10/05/2018

Para, pedroca, está feio....vc sozinho jogou o sobrenome Taques na fossa; os outros Taques estão seguindo o mestre.

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Marcos Santos 10/05/2018

Faz-me rir ze Pedrinho!! Paulo continua com seu braço direito Zé Adolfo recém nomeado secretário no tal Desenvolve MT. Que desenvolve o que mesmo??? E a fraude no protocolo da Casa Civil??? Foi o tal chiquinho então??? Kkkkk E a Mariella Figueiredo Granja??? Esposa do seu primo preso. Continua dando as cartas no Gabinete de Governo??? Transformaram o Palácio Paiaguas num valhacouto de pelintras!! Merece o mesmo destino do Silval, até pior, pela arrogância e hipocrisia.

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Roberto Almeira de Cáceres 10/05/2018

Para de tapar ra Desgovernador. O senhor a alguns dias atras deve uma briga feia com o seu primo que todos do floais ouviram or motivo de grana. Quem deveria respeita a sua família era voce e seus primos. Voces é colocaram o nome TAQUES na lama. Principlamente voce que não tem qualidade de gestor e fica fingindo de bom moço.

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Ricardo Ramos 10/05/2018

Todo ser humano tem que ser responsabilizado pelos seus ilícitos, desde que comprovados. A pergunta que se faz e alguns vem fazendo é a de que: onde estava e o que fazia a desembargadoria durante as roubalheiras e os desvios do dinheiro público da gestão passada? Como dá para notar, um grande número de políticos ficaram bravinhos com uma gestão honesta, pois perderam as influências que tinham para mamar na tetas do Estado. E parece que alguns órgãos de controle também ficaram. Foram seis anos do Silval, e nada foi foi feito em termos de investigação e de busca de corruptos. Estavam mais preocupados em aparecer na mídia com seus armanis feitos sob medidas, do que ocupar de fato as prerrogativas do cargo.

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5 comentários