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09 de Dezembro de 2017, 07h:50 - A | A

PODERES / SALÁRIOS DE SERVIDORES

Prejuízo político por atrasos é ignorado por Taques

O governador Pedro Taques disse que se ficasse preocupado não governaria o Estado e poderia começar a pensar em roubar os cofres públicos, o que não quer fazer.

CAROL SANFORD
RAFAEL DE SOUSA



O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou nesta sexta-feira (8), que não está preocupado com o prejuízo político que pode lhe causar os escalonamentos nos salários dos servidores estaduais.

“O político que ficar preocupado com prejuízo político, não governa. Se eu começar a pensar em prejuízo, daqui a pouco vou estar roubando. E eu não quero roubar”, afirmou o governador.

Ele comentou que se ficasse preocupado não governaria o Estado e poderia começar a pensar em roubar os cofres públicos, o que não quer fazer.  No momento, ele disse pensar apenas em governar Mato Grosso.

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O comentário de Taques é uma referência às críticas feitas por ele mesmo às gestões anteriores, principalmente ao ex-governador Silval Barbosa, que chegou a ser preso e confessou esquema de corrupção no Estado.

“O político que ficar preocupado com prejuízo político, não governa. Se eu começar a pensar em prejuízo, daqui a pouco vou estar roubando. E eu não quero roubar”, afirmou o governador, durante a Caravana da Transformação em Rondonópolis.

Questionado se a insatisfação dos servidores estaduais não atrapalharia o plano de reeleição, Taques assegurou que não está pensando em eleição no momento.

“Temos que pensar em administrar o Estado. Não estou pensando nas próximas eleições, estou pensando nas futuras gerações de mato-grossenses. Por isso, tenho que organizar o Estado”, pontuou.

Ele admitiu que a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) aos salários dos servidores dificultou o caixa, porém garantiu ter cumprido a lei.

“As leis da RGA foram criadas lá atrás e eu paguei. Mato Grosso foi o único Estado que pagou a RGA, mas eu fiz cumprindo a lei. Somente se o Judiciário mandar eu parar de pagar é que vou fazê-lo”, afirmou.

O Governo do Estado deve escalonar os salários dos servidores a partir da próxima segunda-feira (11). Receberão primeiro aqueles que têm salários até R$ 5 mil, depois os que recebem entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Por último, o Executivo quitará os salários dos servidores que recebem acima de R$ 10 mil.

 

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Fábio 11/12/2017

Os deputados devem aproveitar a operação contra a sonegação fiscal do agronegócio para incluir o ressarcimento de mais de um bilhão na LOA para a Saúde, Educação e Segurança. Dever-se-ia instaurar uma CPI para apurar a conduta condescentende do governo que impediu acesso do TCE aos dados de exportação. Mas como o governo tem a assembléia nas mão nada será feito.

Róger 10/12/2017

Alívio das dívidas do Estado é a operação em andamento contra os agricultores sonegadores de impostos no Estado. Somente uma das quadrilhas desviou mais de um bilhão. Os deputados precisam incluir esses valores que serão ressarcidos aos cofres públicos na LOA.

Rute 10/12/2017

Caloteiro por opção. Mesmo com os 500 milhões do FEX, que foram liberados através da atuação do senador Wellington Fagundes, ele atrasa. TODOS OS SERVIDORES QUE MORAM EM REGIÃO DE FRONTEIRA COM OUTROS ESTADOS DEVERIAM COMPRAR FORA.

Jose Gonçalves 09/12/2017

Não falta dinheiro para desperdiçar com consultorias milionárias na SEGES, MTPAR e outras. Estranho que os órgãos que deveriam investigar estão calados

alberto 09/12/2017

É LÓGICO QUE O TAQUES NÃO ESTÁ NADA PREOCUPADO, O DESCASO É A MARCA DE GOVERNO MEDÍOCRE, SE É QUE PODE CHAMAR DE GOVERNO.

willian 09/12/2017

Não há com que se preocupar mesmo. Já está fadado ao ostracismo político.

6 comentários

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