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25 de Novembro de 2018, 15h:29 - A | A

PODERES / SISTEMA RADAR

Prefeituras, Consórcio e TJ de MT compram remédio com preço 3 vezes mais caro

Os dados são do TCE-MT que identificou variação de R$ 0,04 a R$ 0,18 por unidade adquirida em MT

RepórterMT/Reprodução

Tribunal de Contas disponibilizou sistema com banco de preços dos produtos comprados pelos entes públicos em Mato Grosso.

Tribunal de Contas disponibilizou sistema com banco de preços dos produtos comprados pelos entes públicos em Mato Grosso.

DA REDAÇÃO



O Tribunal de Contas do Estado (TCE) identificou uma variação entre R$ 0,04 e R$ 0,18 na compra do medicamento Paracetamol de 500 mg por entes públicos em Mato Grosso. A informação foi obtida por meio do sistema Radar do TCE e divulgada pelo secretário de Controle Externo do órgão, Volmar Bucco.

De acordo com o banco de dados do TCE, a média de preço para o medicamento é de R$ 0,07. “Em tese, quem pagou acima disso já chama a atenção, porque ali pode ter algum desperdício ou até algum desvio”, disse Bucco.

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Volmar Bucco secretário TCE

 Volmar Bucco, secretário de Controle Externo.

O medicamento foi comprado em 2018 pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Araguaia, pelo Tribunal de Justiça e pelas prefeituras de Alto Taquari, Campos Júlio, Canarana, Conquista D'Oeste, Marcelândia, Ribeirãozinho, Santo Afonso e São Félix do Araguaia.

Segundo consta no sistema Radar, apenas em 2018 já foram realizadas 69 licitações em Mato Grosso para compra do Paracetamol. O sistema do TCE compila os preços pagos por entes públicos pelos mais diversos produtos.

“Essa ferramenta reúne toda as bases de dados dos entes públicos encaminhados ao Tribunal. A utilidade é que qualquer cidadão, o próprio Tribunal e o gestor têm condições de verificar quem mais licita, quem são os maiores fornecedores, quem paga mais barato ou mais caro em determinado produto”, afirmou Bucco.

Com a identificação de sobrepreço ou superfaturamento na compra de medicamentos, combustíveis, alimentação, material de expediente, entre outros, é possível tomar medidas contra os responsáveis.

“É uma ferramenta que nós vamos ter condições e vamos dar transparência aos valores que estão sendo praticados, para que a gente possa identificar rapidamente quem está, por exemplo, pagando acima do valor de mercado. E aí, cabe uma atuação do Tribunal e do cidadão também”, projetou o secretário.

Acesse aqui o sistema Radar.

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