JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTERMT
A força-tarefa da Polícia Civil, coordenada pela delegada Ana Cristina Feldner, que investiga o esquema de escutas telefônicas ilegais no Governo de Pedro Taques, que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”, indiciou o ex-secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho, e o servidor que atuava como chefe do setor de Protocolo da Casa Civil, Rosinaldo Nunes de Almeida.
O documento foi encaminhado nesta sexta-feira (16) ao Poder Judiciário.
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O inquérito foi instaurado com o fim de apurar fraude no setor de protocolo da Casa Civil. Na época da Grampolândia, foi constatado que uma vasta documentação da pasta havia sido cancelada, alterada e desapareceu.
As investigações começaram após o Governo do Estado apresentar documentos afirmando que a denúncia encaminhada pelo ex-secretário de Segurança do Estado, promotor Mauro Zaque, sobre os grampos ilegais, em 2015, tinha o mesmo número de protocolo (542635/2015) que um ofício enviado pelo Poder Legislativo do município de Juara e, por esse motivo, nunca chegou às mãos do ex-governador Pedro Taques.
Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) já havia identificado a fraude. A apuração apontou que o servidor Rosinaldo Nunes de Almeida, lotado na Casa Civil e responsável pelo setor do Postal, foi o responsável pela fraude nos dados do sistema de protocolo para dar "sumiço" à documentação.
Fraude
A força-tarefa tentou encontrar a guia de trâmite e as páginas de uma denúncia física protocolada na Casa Civil, pelo então secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Mauro Zaque, ainda em outubro de 2015. Nela, Zaque revelava a existência de um escritório clandestino de grampos telefônicos.
Quando a Grampolândia veio à tona, em 2017, Zaque afirmou que teria denunciado o caso para o governador Pedro Taques, que rebateu negando a informação. Então, descobriu-se que a denúncia protocolada pelo então secretário havia desaparecido. O número de protocolo registrado e entregue a ele foi apagado e distribuído para outra comunicação, que nada tinha a ver com o caso.
As investigações apontaram que foi pela senha de Rosinaldo, que chefiava o setor, que o protocolo de Zaque foi apagado. Já a responsável teria sido uma servidora chamada Rosângela.
À época das investigações, Rosinaldo chegou a ser afastado das funções e respondeu a um Processo Administrativo Disciplinar, que apontou em parecer pela sua demissão. Contudo, em 2019 ele foi reintegrado ao cargo, sendo que, em 2020, o governador Mauro Mendes decidiu arquivar o PAD, baseado em um parecer da Procuradoria-Geral do Estado e inquéritos policiais.













