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25 de Setembro de 2024, 09h:39 - A | A

PODERES / EX-SECRETÁRIO É ALVO

"Nosso governo não enfia denúncias na gaveta", diz Mauro sobre operação na Agricultura

Luluca Ribeiro e outros quatro membros da sua equipe foram exonerados em julho deste ano.

Mayke Toscano

Para Mauro, que não deve não teme.

Para Mauro, que não deve não teme.

APARECIDO CARMO
DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTERMT



O governador Mauro Mendes (União) destacou, em entrevista nessa terça-feira (24), que a sua administração não ignora denúncias de eventuais irregularidades que possam vir a ser cometidas. A declaração foi feita após questionamento sobre a Operação Suzerano, deflagrada ontem, que teve como alvo de ordem judicial de busca e apreensão o ex-secretário de Agricultura Familiar, Luluca Ribeiro (MDB).

A operação é resultado de determinação do governador para que a Controladoria Geral do Estado (CGE) fizesse um pente fino na pasta por conta de supostas irregularidades. Luluca Ribeiro e outros quatro membros da sua equipe foram exonerados em julho deste ano.

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“É difícil para mim ou qualquer agente público receber uma denúncia concreta e enfiar ela na gaveta. Nosso governo não faz isso. Eu pedi para verificar e a partir daí a gente não tem mais o controle”, declarou o governador.

Para Mauro, se Luluca está dizendo a verdade e não existem irregularidades na pasta, ele não tem com o que se preocupar, porque a investigação vai evidenciar isso.

“Se ninguém tem nada a temer, como está dizendo o Luluca, okay. Se investiga e vai ser esclarecido. Se alguém fez alguma coisa errada, essa pessoa vai responder. Recebemos a denúncia e ela foi encaminhada para frente”, afirmou.

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A Operação Suzerano foi deflagrada pela Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (DECCOR) para apurar um esquema de liberação de emendas destinadas à Secretaria de Agricultura Familiar (SEAF).

Conforme o parecer da CGE, foram feitas aquisições sem licitação de kits agrícolas com esses recursos.

Por meio de nota, Luluca Ribeiro diz que a CGE cometeu “erro crasso e tendencioso”, já que as aquisições teriam sido realizadas em consonância com a Instrução Normativa Conjunta 01/2016 SEPLAN/SEFAZ/CGE, que prevê que termos de colaboração ou de fomento que envolvam recursos de emendas parlamentares e acordos de cooperação poderão ser celebrados sem necessidade de licitação.

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Conforme o ex-secretário, essa instrução foi modificada no dia de sua exoneração, em 23 de julho. Luluca diz que a sua passagem pela pasta sempre foi pautada pelos princípios da administração pública, principalmente a transparência, e que o parecer da CGE induz o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Civil a erro.

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