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09 de Abril de 2018, 09h:36 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO ARARATH

Ministro autoriza novas operações contra delatados por Silval

Os desdobramentos, determinados na última sexta-feira (6) pelo ministro do STF, são frutos das delações do ex-governador Silval Barbosa e seus familiares, além do ex-secretário Pedro Nadaf e Sílvio Correa.

RepórterMT/Reprodução

Após a conclusão do prazo, o ministro Luiz Fux deve autorizar os desmembramento do processo para as instâncias de acordo com cada réu.

Após a conclusão do prazo, o ministro Luiz Fux deve autorizar os desmembramento do processo para as instâncias de acordo com cada réu.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro Luiz Fux – do Supremo Tribunal Federal (STF) - autorizou a Polícia Federal a realizar novas diligências no processo que investiga o esquema de corrupção entre os anos 2006 e 2014, mas, principalmente, na gestão ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

Os novos desdobramentos, determinados na última sexta-feira (6) pelo ministro, estão baseados em 10 petições e são frutos das delações do ex-governador e seus familiares, além do ex-secretário Pedro Nadaf e do ex-chefe de Gabinete, Sílvio Correa, na Operação Ararath, que apura o envolvimento de dezenas de políticos e empresários, entre eles, o também ex-governador e atual ministro da Agricultura Blairo Maggi e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

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No último dia 2 de março, Luiz Fux já havia concedido mais 45 dias de prazo para que a PGR conclua a fase de recolhimento de provas, ou seja, termine as investigações.  

No entanto, Fux específica que o encerramento dessa fase não significa o fim das operações policiais porque as delações devem gerar novos processos nas 1ª e 2ª instâncias após o desmembramento, já que ainda "existem núcleos fáticos descritos pelos colaboradores cuja instrução sequer foi iniciada".

Na 1ª Instância serão investigados os citados sem foro privilegiado como é o caso dos empresários e outros servidores citados pela família Barbosa e seus ex-secretários.

Já a 2ª Instância receberá os processos referentes aos cinco conselheiros investigados, deputados estaduais e o prefeito Emanuel Pinheiro que aparecem em vídeos recebendo suposta propina de Sílvio Correa.

Todos são acusados de desviar recursos que podem somar chegar a R$ 1 bilhão das chamadas obras da Copa e do programa de construção de rodovias, o MT Integrado.

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