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13 de Março de 2019, 19h:00 - A | A

PODERES / VETO ÀS EMENDAS

Mendes pede compreensão a deputados: 'Vivemos em crise'

Governador afirma que não adianta ‘brincar de fazer de conta’ que tem emenda e depois não honrar os convênios junto aos prefeitos

RepórterMT

Governador Mauro Mendes afirma que Estado não tem dinheiro para pagar emendas impositivas estabelecidas em lei

Governador Mauro Mendes afirma que Estado não tem dinheiro para pagar emendas impositivas estabelecidas em lei

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O Governador Mauro Mendes (DEM) pediu compreensão aos deputados estaduais, quanto ao veto a 69 emendas parlamentares, que somam R$ 128,3 milhões a serem incluídas no orçamento anual do Estado de 2019.

“Não vamos ficar mentindo uns para os outros. Vivemos um momento de crise. Eu espero que os parlamentares entendam a situação”, declarou o gestor.  

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Ao lembrar a crise financeira enfrentada pelo Estado, Mendes criticou o fato de deputados ameaçarem derrubar o veto e declarou que não adianta fazer de conta que terá investimento e enganar os prefeitos e população.

“Se tem dinheiro a gente autoriza, se não tem não adianta brincar de fazer emenda, para dizer que fez o convênio e depois não honrar o compromisso com as prefeituras, como centenas de convênios que não foram pagos nos últimos anos”, disse ao se referir à gestão passada de Pedro Taques (PSDB).

Os vetos constam na Mensagem de número 52, publicada pelo governador no Diário Oficial do Estado, que circulou no sábado (09). 

O democrata destacou que praticamente quase 70% das emendas, no Governo Taques, não foram honradas.

“Então não adianta ficar com essa mesma performance, entregando os mesmos resultados que não foram bons nos últimos anos”.

O governador ainda acrescentou que o Governo anterior pagou cerca de R$ 30 milhões em emendas, entre 2015 e 2018. No orçamento desse ano, a previsão de pagamento, sem o veto governamental, é de R$ 128,3 milhões, dinheiro que o Estado afirma não ter.

Questionado se o não pagamento da emendas pode gerar uma crise entre o Governo e a Assembleia, Mauro foi taxativo: “A verdade não pode gerar crise”.

 

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