RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Após os setores produtivo, industrial, de comércio e serviços de Mato Grosso criticarem o projeto que prevê a revisão dos incentivos fiscais enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa, que inclui cortes do benefício, o governador Mauro Mendes (DEM) comparou, nesta quinta-feira (27), antigos beneficiados a uma criança que cresceu e agora precisa andar sozinha.
A declaração ocorre, principalmente, após o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão, Alexandre Pedro Schenkel classificar como inconsequente uma possível redução dos incentivos aplicados no Estado, que poderia colocar em risco a atividade em Mato Grosso.
>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão
"Desde janeiro falamos que iríamos fazer uma profunda revisão de algumas políticas para colocar esse Estado novamente nos trilhos. Todos conhecem a desordem que tomou conta nos últimos anos por diversos motivos. Reconstruir é uma tarefa que vai demandar um esforço de muita gente", argumenta Mauro.
“Você não pode dar mamadeira para uma criança a vida em inteira. Você dá quando ela é pequena, não consegue andar. Mas depois aprende a comer na colherzinha, em seguida sozinha e chega um ponto que ela precisa se virar. O Estado não pode ficar a vida inteira dando incentivo fiscal para um setor. Incentivo é para desenvolver cadeias, se ela já cresceu e é robusta não precisa mais”, rebateu Mauro Mendes.
O governador afirmou ainda que esse é o momento de cobrar, de todos, maior contribuição para o Estado, como já ocorreu no projeto que incluiu os servidores denominado “Pacto por Mato Grosso” e do novo Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), que taxou o agronegócio.
“Desde janeiro falamos que iríamos fazer uma profunda revisão de algumas políticas para colocar esse Estado novamente nos trilhos. Todos conhecem a desordem que tomou conta nos últimos anos por diversos motivos. Reconstruir é uma tarefa que vai demandar um esforço de muita gente. Todos os setores terão que contribuir”, declarou.
Sobre a alegação do setor de que o Governo embutiu no projeto de lei uma "minirreforma tributária", Mauro confirmou a alegação dos empresários, mas disse que o debate tem que ser feito junto aos deputados como ocorreu, por exemplo, com o Fethab.
“O Governo está sempre aberto ao diálogo. Agora, vamos fazer o que é melhor para Mato Grosso. Tinha alguns incentivos fiscais aqui que não existe em nenhum lugar do Brasil e cortamos mesmo”, revelou.
Com as mudanças, segundo o governador, as regras para realizar o procedimento e se enquadrar na lei de incentivos ficarão mais rápidas.
“O empresário cumpriu a regra ele entra na Secretaria preenche duas páginas de informações e, em 60 dias, automaticamente, estará validado seu incentivo”, explicou Mauro.
“O Governo está sempre aberto ao diálogo. Agora, vamos fazer o que é melhor para Mato Grosso. Tinha alguns incentivos fiscais aqui que não existe em nenhum lugar do Brasil e cortamos mesmo”, revelou o democrata.
Entenda
Na manhã desta quinta-feira, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) enviou nota à imprensa em que critica o projeto do Governo do Estado. O setor alega que não teve acesso à mensagem do Governo e nem mesmo a entidade foi procurada para debater a proposta.
“Estamos muito preocupados com a maneira em que a Secretaria de Fazenda tem conduzido a proposta, de forma velada, sem transparência e sem chamar as partes envolvidas para uma apresentação prévia, onde poderíamos contribuir com dados reais do setor”, disse Schenkel.
O presidente da Ampa criticou ainda a apresentação do projeto quase no prazo final, às vésperas do recesso parlamentar, justamente para dificultar as discussões. Alega que a gestão Mauro está agindo da mesma forma como foi com a discussão do novo Fethab, em janeiro desse ano, quando o projeto foi apresentado a toque de caixa na Assembleia Legislativa.















