MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O Governo do Estado pode fechar nos próximos 15 dias uma sociedade com o Governo Boliviano para retomada do fornecimento de gás natural (GNV) do país vizinho a Mato Grosso. O assunto foi discutido com autoridades bolivianas, na tarde desta quinta-feira (27), em reunião no Palácio Paiaguás.
Segundo o governador Mauro Mendes (DEM), seria uma solução definitiva para o problema que viria através da criação de uma empresa boliviana/brasileira para o fornecimento de gás de maneira definitivo, por meio do gasoduto que liga a Bolívia até Cuiabá, com capacidade de 5 milhões de metros cúbicos de produto armazenado.
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"Isso traria segurança ao fornecimento de gás, que é um grande problema desde a inauguração da termoelétrica em Cuiabá, há 15 anos", disse o governador durante coletiva de imprensa, após a reunião com o ministro da Bolívia.
"Isso traria segurança ao fornecimento de gás, que é um grande problema desde a inauguração da termoelétrica em Cuiabá, há 15 anos", disse o governador.
Mauro, no entanto, ponderou que as negociações estão em curso e são complicadas por envolver dois países.
"É uma sociedade entre duas empresas estatais para o fornecimento de gás, diferente do que ocorre atualmente quando Mato Grosso compra o produto do Governo Boliviano. A conversa não é simples e envolve várias rodadas de negociação e grupos de trabalho entre os governos. Mas acredito que nos próximo 15 dias possamos finalizar todos os pontos do contrato", destacou.
"É uma sociedade entre duas empresas estatais para o fornecimento de gás, diferente do que ocorre atualmente quando Mato Grosso compra o produto do Governo Boliviano. A conversa não é simples e envolve várias rodadas de negociação".
Destacou que a ideia é que a MT-Gás [estatal Mato-grossense] feche a parceira com o governo boliviano por meio da empresa YPFB [Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos].
Com o fornecimento de gás contínuo, Mauro acredita que isso pode ser um marco para o desenvolvimento industrial de Cuiabá, a partir do reestabelecimento da usina termoelétrica, que está com as atividades paralisadas na baixada cuiabana há quase uma década.
"É vergonha para Mato Grosso ter uma gasoduto e uma termoelétrica parada há tanto tempo. O retorno do fornecimento de gás pode criar uma nova perspectiva de desenvolvimento industrial em Cuiabá".
O fornecimento do GNV a Mato Grosso está interrompido desde o ano passado, porque a empresa proprietária do gasoduto, a Gás Ocidente Mato Grosso (GOM), não renovou o contrato de transporte.
O Governo de Mato Grosso retomou as rodadas de negociações com o Governo boliviano na quarta-feira (26), quando Mauro Mendes viajou ao país vizinho para encontrar com o presidente Evo Morales.















